Mundo
04/09/2008 - 19h59

Na última noite de convenção republicana, McCain discursa sobre mudança

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colaboração para a Folha Online

Os republicanos iniciam a última noite da Convenção Nacional Republicana à espera do candidato John McCain que aceitará oficialmente a nomeação.

Delegados, partidários e jornalistas lotam a platéia de 20 mil lugares do Xcel Energy Center, em St. Paul, Minnesota, para acompanhar o evento.

Na agenda da noite está ainda o discurso do governador do Estado de Minnesota, Tim Pawlenty, que era uma das principais apostas para vice republicano.

Também discursarão o ex-senador Bill Frist e o senador pela Flórida e ex-presidente do Comitê Nacional Republicano Mel Martínez, assim como o ex-secretário de Segurança Nacional Tom Ridge.

Mas o discurso mais esperado da noite acontece às 22 h local (0h em Brasília), quando John McCain subir ao palco montado especialmente para que seu discurso tenha clima de um comício mais intimista pelos quais ele é conhecido.

No discurso, McCain deve falar sobre sua visão para os Estados Unidos e tentar convencer os eleitores de que, mesmo um senador veterano, pode trazer a mudança que os americanos esperam em Washington, após mandato impopular do também republicano George W. Bush.

"O que eu tenho que fazer é mostrar às pessoas as diferenças sobre como mudaremos Washington e a América, as diferenças de nossas posições", disse recentemente McCain à CNN, sobre o discurso.

Os assessores do senador dizem que ele vai apontar, como fez democrata Barack Obama em sua convenção, suas principais propostas para o país e em temas considerados cruciais pelos eleitores, como energia e a economia.

McCain deve também contrastar suas políticas e modo de governo com as de Obama. Um assessor do republicano citado pela CNN afirmou, contudo, que o discurso de McCain não terá o tom crítico do rival.

"Nós deixamos isso para outros", disse um assessor de McCain.

União

McCain deve ainda pedir maior colaboração entre os partidos e explicar seus planos para combater as velhas políticas de Washington.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva por um de seus principais assessores e redatores de discursos, Mark Salter. Segundo ele, o senador pelo Arizona explicará sua "disposição para liderar e seus planos para desafiar os poderes estabelecidos".

Salter acrescentou que McCain também "lançará um apelo em favor da colaboração entre partidos e pedira aos cidadãos para colocarem os interesses do país à frente dos interesses egoístas individuais" --um tema freqüente na campanha de McCain desde que adotou o slogan "País em primeiro lugar".

Para fazer seu grande discurso, McCain pediu um palco mais baixo, que desse ao evento o clima de comício, formato no qual o senador se sente mais à vontade. Neste ano, apenas oito degraus separarão o presidenciável do público, a menor distância de todas as convenções republicanas.

Inicialmente, sob alerta do furacão Gustav, os republicanos chegara a sugerir que McCain faria seu discurso por videoconferência, o que foi logo negado por seus assessores.

O candidato republicano será introduzido ao palco por sua mulher, Cindy, que falará sobre o trabalho humanitário que desenvolve em vários lugares do mundo.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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