Mundo
05/09/2008 - 00h24

McCain promete mudar Washington ao lado de Palin

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da Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse nesta quinta-feira que, se for eleito presidente em novembro, Washington conhecerá "a mudança". "A mudança está chegando", afirmou McCain, no discurso desta noite, na Convenção Republicana.

Antes de seu discurso, um vídeo apresentou o candidato destacando que "a mudança virá da força, com um homem que encontrou a força há quilômetros de distância dos EUA", na Guerra do Vietnã.

Ron Edmonds/AP
Senador John McCain aceita ser candidato à Casa Branca, em discurso na Convenção Republicana, em Saint-Paul, Minessota
Senador John McCain aceita ser candidato à Casa Branca, em discurso na Convenção Republicana, em Saint-Paul, Minessota

"Eu encontrei a parceira ideal para me ajudar a transformar as coisas em Washington, Sarah Palin. Obrigada pela acolhida que deram a ela ontem aqui", disse em referência a sua vice, a governadora do Alasca, discursou ontem na convenção.

McCain também descreveu a experiência de Palin no Executivo, no combate à corrupção e nos temas relacionados à energia, além de elogiar seu desempenho "como mãe de cinco filhos". Desde o início desta semana, a republicana conservadora ocupa as principais manchetes da mídia americana por notícias relacionadas a sua vida pessoal, entre elas, a gravidez da filha adolescente Bristol.

"Estou orgulhoso de ter apresentado nossa próxima vice-presidente ao país. E estou impaciente para apresentá-la em Washington", afirmou.

O corte de impostos foi outra promessa. "Vou reduzir os impostos, vou abrir mais mercados, vou cortar os gastos do governo, vou gerar empregos", continuou McCain.

"Me chamam de Maverick porque sei para quem trabalho. Não é para o partido ou para interesse próprio, é para vocês", afirmou ao público, que o aplaudiu de pé.

Democratas

Sobre o adversário e democrata Barack Obama, McCain destacou: "há mais coisas que nos unem do que nos separam, somos os dois americanos e isso é mais importante para mim do que qualquer coisa".

Charlie Neibergall/AP
McCain cumprimenta o público no palco da Convenção Republicana, antes de discursar
McCain cumprimenta o público no palco da Convenção Republicana, antes de discursar

"Mas que não exista dúvidas, nós é que vamos vencer estas eleições", acrescentou, criticando as demandas democratas por mais atuação do Estado. "Tudo o que vocês pediram é um Estado que fique do lado de vocês e não no caminho de vocês", afirmou McCain.

Após lembrar que durante seus 26 anos no Senado trabalhou em conjunto com representantes de ambos as legendas, McCain vai destacar que, como presidente, também governará assim.

"Estenderei a mão a qualquer um que me ajudar a fazer este país progredir de novo", prometeu. "Tenho um histórico e marcas que comprovam isso, Obama não tem", acrescentou em referência a sua experiência militar na Guerra do Vietnã.

"Prefiro perder as eleições do que ver meu país perder a guerra. Eu luto pela América, por vocês. Lutei por mais tropas no Iraque, quando isso não era uma coisa popular", afirmou. Enquanto McCain defende a retirada gradual das tropas americanas do Iraque, segundo as condições no terreno, Obama é a favor de que seja estabelecido um cronograma para a saída dos soldados.

Diplomacia

O senador republicano disse ainda que seu amor pelos EUA ficou mais forte durante os anos em que ficou preso como refém dos norte-vietnamitas. "Amava esse país porque não era só um lugar, mas um ideal, algo pelo que valia a pena lutar. Nunca mais fui o mesmo. Não pertencia mais a mim mesmo. Pertencia a meu país", afirmou McCain.

"É hora de mostrar ao mundo como a América lidera. Estou pronto para enfrentar as ameaças, não tenho medo delas", acrescentou, ressaltando sua experiência na área de relações internacionais.

"Sei como o mundo funciona, conheço o bem e o mal. Sei lidar com líderes que compartilham os mesmos ideais que os nossos e sei enfrentar aqueles que são contrários", disse.

Protesto

Vários ativistas contra a guerra interromperam o discurso de McCain, minutos após o senador ser indicado candidato à presidência dos Estados Unidos.

"Aceito com gratidão e humildade", disse McCain, que agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por sua condução do país em tempos de guerra, momentos antes de duas pessoas na platéia protestarem contra o conflito no Iraque, mostrando cartazes com frases contra a "ocupação americana no Iraque"

Em seguida, os seguranças do evento retiraram os manifestantes, enquanto a multidão gritava "U.S.A, U.S.A". As bandeiras exibidas pelos dois manifestantes foram tomadas com energia pelos membros da segurança.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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