Mundo
05/09/2008 - 02h28

Convenção Republicana termina com a calma de McCain após o "furacão Palin"

Publicidade

MACARENA VIDAL
da Efe, em St. Paul (EUA)

A Convenção Republicana foi encerrada nesta sexta-feira com um comedido discurso de aceitação de seu candidato presidencial, John McCain, em um tom muito diferente do usado na noite anterior por sua companheira de chapa, Sarah Palin.

O encerramento do encontro republicano, cujo início foi ofuscado pela passagem do furacão "Gustav" pelo sul do país, teve todos os ingredientes das superproduções políticas.

No Xcel Energy Center, em St Paul (Minnesota), 200 mil balões com as cores da bandeira dos Estados Unidos encerraram oficialmente a convenção, enquanto 20 mil pessoas aplaudiam McCain, Palin e suas famílias, que estavam no palco.

A festa no encerramento contrastou com o tom calmo que McCain usou em seu discurso para afirmar que recebia a nomeação com "agradecimento, humildade e confiança".

O candidato republicano discursou em um palanque modificado especialmente para ele, com uma rampa que avançava em direção ao público para permitir que ele ficasse mais perto dos delegados.

Como era esperado, seu discurso foi muito diferente do oferecido pelo candidato democrata, Barack Obama, 47, na semana passada, em um estádio em Denver que reuniu 84 mil pessoas.

McCain optou por discursar em um tom mais calmo do que o adotado pelos republicanos durante a convenção, e chegou a elogiar o candidato democrata no começo de seu pronunciamento. "Obama tem meu respeito e minha admiração", disse.

O candidato republicano apostou na imagem que projeta nesta convenção, a de um político independente que não está totalmente alinhado com seu próprio partido e que está disposto a uma reforma profunda da política americana.

"Quero enviar uma mensagem às pessoas de sempre em Washington, que não fazem nada, gastam muito, e que nunca pensam primeiro no país: a mudança está se aproximando", assegurou.

McCain abordou também uma série de promessas políticas, entre elas as de "impostos baixos, disciplina fiscal e mercados abertos", e comentou sobre as Forças Armadas americanas.

"Sei como funcionam as Forças Armadas, o que podem fazer, no que é possível melhorar e o que não devem fazer. Sei como funciona o mundo, o bem e o mal que há nele. Sei como trabalhar com líderes que compartilham nossos sonhos de um mundo mais livre, seguro e próspero, e como fazer frente aos que pensam de outra maneira", assegurou.

McCain foi interrompido várias vezes pelos aplausos dos delegados, mas em nenhum momento seu discurso alcançou o frenesi causado na noite anterior por Palin, foco da imprensa esta semana após anunciar que sua filha de 17 anos está grávida.

O candidato, que falou por cerca de 40 minutos, foi precedido no palco por sua esposa, Cindy, que o apresentou como "um homem verdadeiro" que saberá "governar o país".

Cindy também defendeu a capacidade de McCain de transformar a política americana, ao descrever seu marido como "um homem que viveu em Washington, mas que nunca foi parte de Washington".

"John é um homem de bom julgamento e de personalidade forte (...) uma pessoa que sempre diz a verdade, custe o que custar (...) e é uma pessoa amável e leal, além de magnífico marido", disse.

"Eu o amo com toda a minha alma há quase 30 anos, e com toda a humildade o recomendo como nosso candidato para ser o próximo presidente dos EUA", acrescentou.

A festa durou pouco para os candidatos. McCain e Palin partiram imediatamente depois do encerramento para Michigan, onde amanhã abrirão com uma série de comícios a reta final da campanha republicana.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca