Mundo
05/09/2008 - 19h23

Palin é mais popular do que Obama, diz pesquisa

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da Folha Online

Antes desconhecida da maior parte do público americano, a governadora do Alasca Sarah Palin ganhou as manchetes das mídias dos Estados Unidos depois de ser nomeada candidata à vice do presidenciável republicano, John McCain, na semana passada. Escândalos envolvendo a vida pessoal de Palin, como a gravidez de sua filha adolescente, também contribuíram para sua meteórica ascenção nos noticiários.

Nesta sexta-feira, Palin registrou outro feito. Segundo uma pesquisa do instituto Rasmussen, a governadora republicana é popular entre 58% dos eleitores americanos, enquanto os presidenciáveis McCain e o democrata Barack Obama são ambos vistos de forma favorável por 57%.

Sondagem do Rasmussen, na semana passada, indicava que Palin era aprovada por 52% dos entrevistados, mas 67% afirmaram nunca terem ouvido falar dela. A nova pesquisa foi feita após o discurso de Palin na Convenção Republicana, que atraiu mais de 37 milhões de telespectadores nos EUA.

Cerca de 40% das pessoas afirmaram ter uma opinião muito favorável sobre Palin e apenas 18% uma opinião muito desfavorável dela. Os dados também mostram aumento significativo no número de pessoas que acreditam que McCain fez a escolha certa ao indicar Palin para vice.

Escândalos

A pesquisa diz que 51% dos eleitores acham que McCain escolheu certo ao indicar Palin para sua chapa e 32% discordam. Em comparação, após o discurso de nomeação do vice democrata, Joe Biden, 47% das pessoas diziam que Obama tinha feito a escolha certa.

Entre os republicanos, 81% acham que McCain agiu certo, enquanto 69% dos democratas afirmam o mesmo sobre a chapa de Obama.

Palin foi aprovada por 65% dos entrevistados homens e 52% das mulheres. Para 58% dos eleitores, o discurso de Palin aumentou as chances de McCain se tornar presidente.

Enquanto 51% dos americanos acreditam que a maior parte da imprensa está querendo prejudicar a campanha da governadora da Alasca. A pesquisa foi realizada com 1.000 pessoas entrevistadas por telefone, nesta quinta-feira (04), e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

This national survey of 1,000 Likely Voters was conducted by Rasmussen Reports September 4, 2008. The margin of sampling error for each survey is +/- 3 percentage points with a 95% level of confidence.

Escolhida candidata a vice-presidente devido principalmente a suas credenciais conservadoras, a vida pessoal de Sarah Palin virou o centro das atenções da mídia, depois de revelar a gravidez de sua filha, Bristol, 17. Rumores na internet espalharam a notícia antes da campanha de McCain confirmar o fato e anunciar o casamento de Bristol com o namorado e pai da criança.

Biografia

Sarah é governadora em seu primeiro mandato e uma figura muito popular no Alasca. Com 44 anos, ela faz um contraponto à idade de McCain, que completou 72 anos no último dia 29. Por ser uma figura feminina proeminente, Palin é uma aposta também para atrair boa parcela das eleitoras da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton.

Casada com Todd Palin, que trabalha na indústria do petróleo e é tricampeão de corrida de veículos de neve conhecida como Iron Dog. Eles têm cinco filhos: Track, Bristol, Willow, Piper e Trig, que nasceu em abril deste ano.

Ela é membro da Associação Nacional do Rifle e passa o tempo livre no Alasca pescando e caçando. Representa a ala mais conservadora do partido: é antiaborto, se opõe ao casamento gay e é a favor da exploração das reservas petrolíferas americanas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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