Mundo
08/09/2008 - 10h07

"Republicanos devem achar que os eleitores são estúpidos", diz Obama

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colaboração para a Folha Online

Em plena campanha presidencial em Indiana, o democrata Barack Obama não poupou críticas ao rival republicano e afirmou, em tom jocoso, que os republicanos "devem achar" que os eleitores "são estúpidos".

"De repente [John McCain ] é o agente da mudança", disse Obama, rindo. "Ele diz: "eu vou contar para estes lobistas que seus dias no comando de Washington acabaram". Para quem ele vai contar? Ele vai contar para seu diretor de campanha que é um dos maiores lobistas corporativos de Washington?", completou, citando uma lista de lobistas supostamente ligados à campanha republicana.

"Para quem ele vai contar que a mudança está chegando? Eu quero dizer, eles devem pensar que você é estúpido", disse o democrata aos eleitores presentes, citado pela rede de televisão CNN.

A mudança é o tema central da campanha de Obama desde que começou a disputa pela nomeação democrata. Contudo, recentemente, McCain adotou o termo na tentativa de combater não apenas as críticas democratas mas a imagem de que é republicano tradicional e trará apenas mais do mesmo para a Casa Branca.

"Em todo lugar que eu vou, nós temos falado de mudança, este tem sido o tema desta campanha", defendeu-se Obama. "E nós devemos estar conseguindo algo, porque eu notei agora que todo mundo está falando de mudança", completou.

Réplica

A equipe do republicano McCain foi rápida ao rebater as críticas. "Barack Obama pediu o equivalente a US$ 1 milhão em projetos para torná-lo mais popular para cada dia que ele trabalhou no Senado americano", escreveu Tucker Bounds, assessor de McCain, em e-mail a repórteres.

"Enquanto isso John McCain nunca pediu por um projeto "earmark" [ligado a interesses próprios] e a governadora [Sarah] Palin vetou centenas de milhões de dólares em gastos governamentais incluindo o fim da infame "ponte para lugar nenhum"", continuou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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