Mundo
08/09/2008 - 10h27

Sarkozy vai a Moscou tentar acordo para retirada de tropas da Geórgia

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da Folha Online

Quase um mês após a França ter intermediado um acordo de cessar-fogo para o conflito entre a Rússia e a Geórgia, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, volta a Moscou para tentar persuadir o governo russo a retirar suas tropas do país vizinho. Os países ocidentais classificam a permanência das tropas russas na Geórgia como uma violação ao compromisso.

Rússia e Geórgia vivem sob forte tensão desde agosto, quando Tbilisi, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Abkházia.

Os dois países assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.

Dmitry Astakhov/Efe
Presidente russo, Dmitri Medvedev, recebe o colega francês, Nicolas Sarkozy
Presidente russo, Dmitri Medvedev, recebe o colega francês, Nicolas Sarkozy

A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos. A Rússia reconheceu a independência dos dois territórios, o que provocou críticas de líderes de vários países.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, recebeu o líder francês em sua casa de Mein Dorf, nos arredores de Moscou. "Passou-se um mês bastante tenso, durante o qual fizemos todos os esforços necessários dentro do plano Medvedev-Sarkozy", disse o presidente russo, segundo a agência de notícias oficial Itar-Tass.

Medvedev ressaltou que durante esse tempo, ocorreram importantes eventos, particularmente o reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia. "Existem novos pontos de vista, a partir dos quais devemos avançar nesse plano que aprovamos", disse.

Já Sarkozy ressaltou que Rússia e União Européia "têm seus princípios e convicções" e propôs falar sobre o assunto. "Não duvido que, se cada um de nós nos comportarmos como é devido, conseguiremos uma solução", disse, segundo a agência de notícias RIA Novosti.

Participam também da reunião o chefe da diplomacia da UE, Javier Solana, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e o chanceler francês, Bernard Kouchner.

Pelo lado russo, também participam o vice-primeiro-ministro, Igor Shuvalov, o ministro de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e o assessor do presidente russo, Serguei Prikhodko.

Viagem

Sarkozy, que ocupa a Presidência rotativa da UE, chegou hoje a Moscou com a intenção de assumir um compromisso com Medvedev para a retirada definitiva das tropas russas de território georgiano.

Segundo o ponto cinco do plano europeu para o conflito, assinado por Sarkozy e Medvedev em 12 de agosto, a Rússia deve recuar suas forças para as posições em que estavam antes da eclosão do conflito na região separatista da Ossétia do Sul.

Arte/Folha Online
mapa regiões geórgia

No entanto, a Rússia insiste que não retirará suas forças da faixa de segurança entre o território administrado por Tbilisi e pelas regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul até que se encontre uma missão internacional que assuma as tarefas de segurança na zona de conflito.

Sarkozy também tem a intenção de negociar com Medvedev um acordo para o desdobramento de uma missão européia de observação civil à Geórgia, cuja criação foi estipulada em uma reunião informal da UE na cidade de Avignon (França).

O porta-voz da chancelaria russa, Andrei Nesterenko, falou hoje sobre a oposição de Moscou ao envio de uma missão de observação civil dos 27 países-membros da UE. "Isso acarretará a fragmentação dos esforços internacionais de supervisão, que atualmente é exercido pela ONU e pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)", disse em coletiva de imprensa.

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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