Mundo
09/09/2008 - 08h10

Fenômeno Sarah Palin ofusca campanha de Joe Biden

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colaboração para a Folha Online

A candidata a vice-presidente republicana, Sarah Palin, tem ocupado o centro das atenções da campanha presidencial americana, deixando às sombras o seu rival democrata, Joe Biden.

Embora seja uma novata na política nacional, a governadora do Alasca tem atraído grandes multidões aos comícios de seu companheiro de chapa, John McCain. Seu rosto estampou as principais revistas americanas desta semana, repletas das frases do discurso de Palin e de suas polêmicas, como a filha adolescente grávida.

Brian Snyder-6set.08 /Reuters
U.S. Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) (R) and Republican vice-presidential nominee Alaska Governor Sarah Palin look into the crowd at a campaign rally in Colorado Springs, Colorado September 6, 2008. REUTERS/Brian Snyder (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Candidata a vice, Sarah Palin, faz campanha ao lado do presidenciável John McCain

Diante do fenômeno criado por sua biografia e algumas histórias de seu passado político --incluindo o apoio seguido de oposição à ponte que leva a lugar nenhum, Palin preferiu ficar afastada dos holofotes.

Embora tenha participado de comício no Missouri, ao lado de McCain, ela não concedeu entrevistas e nem respondeu perguntas de repórteres.

Depois de uma cobertura taxada de sexista pela campanha republicana, a equipe de McCain planeja um retorno em grande estilo para a governadora. Ela concordou em dar uma entrevista exclusiva a rede de televisão ABC nesta semana. Contudo, o conteúdo ainda não tem data para ir ao ar.

Foi a própria campanha que escolheu o apresentador Charlie Gibson para fazer a entrevista, o único jornalista americano que pode fazer uma grande entrevista com McCain durante a convenção republicana, em Minnesota.

Em Lee's Summit, no Missouri, ela fez um discurso sem novidades, elogiando McCain e ela própria e criticando o presidenciável democrata Barack Obama.

"Nós levaremos nosso argumento de reforma a todos os lugares, a eleitores de todos os partidos ou de nenhum partido. E com sua ajuda, vamos a Washington agitar as coisas", disse aos presentes, no novo lema de campanha.

Sobre McCain, Palin destacou seu passado como piloto da Marinha e prisioneiro de guerra no Vietnã, um forte argumento de seu preparo para governar.

"McCain é um homem que já passou por algumas lutas difíceis. Ele serviu a América em bons e maus momentos. Ele sabe o que é necessário para vencer grandes desafios e é o único homem nesta corrida que tem o que é necessário para liderar o nosso país", afirmou, ovacionada pelos presentes.

O discurso continuou com ela lembrando sua plataforma de reforma ética na campanha para o governo do Alasca. "Como governadora, eu trouxe a mesma agenda de mudanças positivas para o Estado. Eu acabei com as políticas de sempre", disse,

Sobre o senador democrata, ela lembrou a diferença de visões sobre a Guerra do Iraque. "Nosso oponente não reconheceu nossa vitória no Iraque. Ele disse em entrevista que apóia a mudança. A mudança aconteceu no Iraque e isso é um grande avanço para a América."

Crítica

M. Spencer Green-23ago.08/AP
Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama D-Ill., and his vice presidential running mate Sen. Joe Biden, D-Del., appear together Saturday, Aug. 23, 2008, in Springfield, Ill. (AP Photo/M. Spencer Green)
Democrata Barack Obama faz comício ao lado do companheiro de chapa, Joe Biden

Biden pode ficar fora dos holofotes, mas não perde a chance de criticar a chapa republicana.

"Eu ouvi Sarah Palin e John McCain falarem de mudança. Me diga uma única coisa que eles farão em economia, política externa, taxas, que vai ser uma mudança. Nomeie uma", disse o candidato a vice democrata em sua 42ª aparição no programa Meet the Press, da NBC, citado pela CNN.

"Isto é tão sem sentido. 90% das vezes, John votou com o presidente", completou o senador veterano por Delaware, repetindo um argumento comum à campanha democrata.

Biden elogiou a rival republicana e a intimou a aparecer em programas de televisão e comícios --como ele próprio faz. "Sarah Palin fez alguns bons discursos políticos. Ela dá uma impressão muito forte e confiante. Mas Sarah Palin eventualmente terá que fazer o que eu faço", disse, em comício em Green Bay, Wisconsin.

"Ela terá que responder perguntas. Ela terá que dizer para onde ela quer levar a América e ela vai ter que dizer qual é seu histórico e defendê-lo", continuou.

Biden também sugeriu, aponta a CNN, que Palin tem "visões extremas" --uma referência ao conservadorismo da governadora que é contra o aborto e a favor do porte de armas.

"Com sorte, até o debate [de vices], nós teremos uma idéia melhor dela além de algumas coisas que ela diz e que parecem ser visões extremas", disse.

"Eu estou assumindo que ela divide a visão de McCain na maioria dos assuntos. E ela até mesmo diz, se a imprensa está correta, --e eu não estou pronto para fazer um julgamento nisso-- que suas visões sobre tudo, de aquecimento global a outras coisas, se são realmente assim, ela está muito fora da realidade", completou.

É um fato já reconhecido do cenário político de que os eleitores não votam pelo vice-presidente e sim pelos presidenciáveis. Mas ao menos neste ano, Palin promete trazer a mídia e os eleitores para a campanha.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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