Mundo
09/09/2008 - 16h12

Grupo invade usina de gás na Bolívia; válvulas foram fechadas, diz dirigente

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da France Presse, em La Paz

Atualizado às 17h17

Grupos contrários ao presidente da Bolívia, Evo Morales, invadiram uma usina de distribuição de gás natural para o Brasil operada pela empresa Transierra nesta terça-feira, informou um executivo da companhia à agência de notícias France Presse. Por causa do protesto, quatro válvulas de gás foram fechadas.

Os invasores seriam moradores da região do povoado de Villamontes, a cerca de 1.200 km de La Paz. A administradora da usina é formada pela brasileira Petrobras, a francesa Total e a boliviana Andina. O assessor de Relações Institucionais da Transierra, Hugo Muñoz, disse que a companhia "enviou técnicos para avaliar a situação e ver se há danos".

Enquanto a Transierra não confirma o corte de gás, o dirigente civil de Villamontes, Felipe Moza, assegurou à France Presse o fechamento de quatro válvulas. "Não iremos enviar o gás para o Brasil enquanto o governo não atender nossas demandas."

O povoado onde está instalada a usina fica em uma das três províncias produtoras de gás do Chaco boliviano, nos departamentos (Estados) de Santa Cruz, Tarija e Chuquisaca.

Em quatro das nove regiões do país, os protestos contra Morales se acirraram, nesta terça. Nos últimos dias, as manifestações foram mais intensas nas cidades de Santa Cruz (leste), Tarija (sul), Trinidad (sudeste) e Cobija (norte), onde ao menos dez prédios públicos e três aeroportos com vôos domésticos foram ocupados.

Nesta terça-feira, a cidade de Santa Cruz foi o centro dos protestos, com os confrontos entre policiais e jovens da União Juvenil Cruzenha (UJC) nas ruas --os jovens atacaram com pedras e paus enquanto os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo. Os grupos ainda tentaram entrar em prédios de Impostos e Reforma Agrária.

O governo culpou o prefeito (cargo equivalente ao de governador) de Santa Cruz, Rubén Costas, e o empresário Branko Marinkovic de "promover a violência". "Eles promovem a ocupação de prédios públicos, e a polícia e as Forças Armadas estão cumprindo o papel constitucional", disse o vice-ministro de Governo, Rubén Gamarra, à imprensa.

 

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