Mundo
10/09/2008 - 10h32

Com votação antecipada, Obama e McCain ajustam estratégias eleitorais

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colaboração para a Folha Online

Em uma corrida disputada, os candidatos à Casa Branca, John McCain e Barack Obama, enfrentam mais um desafio. Com convenções nacionais tardias e o aumento do número de Estados realizando processos de antecipação da votação, eles tem que adaptar suas estratégias de campanha para conquistar os eleitores em um curto espaço de tempo.

Ambas as campanhas estão mudando as estratégias de propaganda de televisão e rádio, ampliando e acelerando as operações de registro de novos eleitores e reestruturando sua agenda de viagens para que os presidenciáveis compareçam aos Estados onde a votação foi antecipada, aponta reportagem do "The New York Times".

Efe
Joe Biden, Barack Obama/John McCain, Sarah Palin
Os democratas Joe Biden e Barack Obama (esq.) e os republicanos John McCain e Sarah Palin terão que antecipar campanha pelos EUA

Neste ano, mais de 30 Estados permitirão algum tipo de votação antecipada, forçando as campanhas a lidar com uma série de dias de votação além do 4 de novembro.

Um exemplo é Iowa, um Estado tido como crucial para a vitória, que começará a votação em 23 de setembro, menos de três semanas após o fim das convenções partidárias que marcam oficialmente o começo da campanha presidencial.

"Nós temos menos de 30 dias até a votação", disse Steve Hildebrand, conselheiro de Obama. "Ao menos um terço das pessoas vão votar antes das eleições gerais", completou, citado pelo jornal.

A estimativa da campanha de Obama é confirmada pelo Centro de Informação sobre Voto Antecipado, em Oregon. Segundo Paul Gronke, diretor do centro, cerca de 33% dos eleitores vão depositar seus votos antecipadamente, um aumento significativo dos 20% que o fizeram nas eleições de 2004.

"Os números aceleraram conforme as campanhas foram aprendendo sobre isso. Mas se a corrida é muito competitiva, os cidadãos podem esperar para declararem seus votos", disse Gronke, ressaltando que o efeito da votação antecipada pode não ser tão grande quanto o esperado.

Estratégia

Os assessores de McCain e Obama, segundo o jornal, estão reestruturando a estratégia de publicidade por Estado. Assim, ao invés de veicular nacionalmente as propagandas de argumentação final --feitas para ajudar eleitores indecisos e liberadas somente dez dias antes da votação--, eles vão dividi-las de acordo com a data de cada Estado.

"Eu acho que é sem precedentes, um novo modo de olhar para as eleições", disse Tad Devine, estrategista democrata sem envolvimento nas campanhas deste ano, citado pelo "NYT".

As agendas de viagem também estão sendo adaptadas à nova fórmula do sistema eleitoral. Não só os candidatos, mas suas mulheres e companheiros de chapa estão sendo divididos em esforços múltiplos para levarem a campanha para os Estados onde falta pouco tempo até a votação.

Assim, tanto Obama quanto McCain dedicaram a terça-feira para Ohio, Estado que vai permitir, pela primeira vez, a votação antecipada nas eleições presidenciais. Lá, em mais um dos Estados considerados importantes para garantir os 270 votos eleitorais, o voto começa dia 30 de setembro.

"Muda fundamentalmente duas coisas: tempo e os orçamentos. Você precisa fechar o negócio antes para alguns eleitores e o dia das ferais pode se estender por semanas. Isso significa que os custos de conquistar o voto serão maiores do que nunca", disse Mike DuHaime, diretor político de McCain, citado pelo jornal.

O orçamento será uma dificuldade também para manter as operações de registro de eleitores. Como haverá diversos dias de eleição pelo país, os fundos de campanha terão que ser investidos constantemente --e em grandes somas-- em estratégias de conquista de novos eleitores.

Para isso, as campanhas republicana e democrata utilizam programas de computador que comparam dados sobre votações passadas, dados demográficos e de consumidores para reduzir o grupo de prováveis eleitores nos quais vale a pena investir os esforços.

"Este é um período de tempo enormemente comprimido. Você não pode olhar para isso como se houvesse 57 dias até a eleição. Nós começaremos a ter dias de eleição em muito pouco tempo", disse David Plouffe, diretor de campanha de Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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