Obama rejeita plano de Bush para retirada das tropas do Iraque
da Associated Press, em Washington
O democrata Barack Obama criticou a decisão do presidente George W. Bush de retirar apenas 8.000 dos 146 mil soldados americanos no Iraque e, novamente, ressaltou a semelhança das propostas de Bush com as de seu rival pela Casa Branca, John McCain.
"Agora, a escolha para o povo americano não poderia ser mais clara. John McCain tem falado bastante de mudança, mas ele está concorrendo por mais quatro anos da mesma política externa que nós tivemos sob [governo de] George Bush. O senador McCain continuará o foco no Iraque que nos distraiu dos terroristas que efetivamente nos atacaram em 11 de setembro", disse Obama.
O senador democrata defende, desde o começo de sua campanha, a retirada das tropas de combate do país em 16 meses após assumir o mandato. Nesta terça-feira, Bush anunciou que manteria as tropas no país intactas até que o próximo presidente assuma.
O presidente afirmou ainda que vai ampliar as forças americanas no Afeganistão, onde os confrontos com as forças do Taleban e da Al Qaeda crescem significativamente.
Obama criticou o anúncio de Bush como um sinal aos cidadãos americanos que pagam impostos de que "continuarão gastando US$ 10 bilhões por mês no Iraque enquanto o governo iraquiano tem um orçamento de US$ 79 bilhões".
"Na falta de uma agenda para remover nossas tropas de combate, nós continuaremos a dar aos líderes iraquianos um cheque em branco em vez de pressioná-los para reconciliar suas diferenças", continuou Obama, em discurso em Ohio, Estado tido como crucial para a votação deste ano.
Partidário
Já o também republicano McCain disse em comunicado que o anúncio de Bush "demonstra o sucesso dos esforços americanos no país" e argumentou que "contrasta com a proposta irresponsável defendida a longo tempo por senador Obama."
McCain --que é defensor do conflito-- também apoiou o envio de tropas adicionais para o Afeganistão. "Senador Obama acredita que nós precisamos perder no Iraque para ganhar no Afeganistão", continua o texto.
Os conflitos no Iraque e no Afeganistão foram tema central da campanha presidencial de 2004 e alavancaram a reeleição de Bush. Neste ano, contudo, eles ficaram em segundo plano diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelos americanos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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