Mundo
10/09/2008 - 11h30

Obama rejeita plano de Bush para retirada das tropas do Iraque

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da Associated Press, em Washington

O democrata Barack Obama criticou a decisão do presidente George W. Bush de retirar apenas 8.000 dos 146 mil soldados americanos no Iraque e, novamente, ressaltou a semelhança das propostas de Bush com as de seu rival pela Casa Branca, John McCain.

"Agora, a escolha para o povo americano não poderia ser mais clara. John McCain tem falado bastante de mudança, mas ele está concorrendo por mais quatro anos da mesma política externa que nós tivemos sob [governo de] George Bush. O senador McCain continuará o foco no Iraque que nos distraiu dos terroristas que efetivamente nos atacaram em 11 de setembro", disse Obama.

O senador democrata defende, desde o começo de sua campanha, a retirada das tropas de combate do país em 16 meses após assumir o mandato. Nesta terça-feira, Bush anunciou que manteria as tropas no país intactas até que o próximo presidente assuma.

O presidente afirmou ainda que vai ampliar as forças americanas no Afeganistão, onde os confrontos com as forças do Taleban e da Al Qaeda crescem significativamente.

Obama criticou o anúncio de Bush como um sinal aos cidadãos americanos que pagam impostos de que "continuarão gastando US$ 10 bilhões por mês no Iraque enquanto o governo iraquiano tem um orçamento de US$ 79 bilhões".

"Na falta de uma agenda para remover nossas tropas de combate, nós continuaremos a dar aos líderes iraquianos um cheque em branco em vez de pressioná-los para reconciliar suas diferenças", continuou Obama, em discurso em Ohio, Estado tido como crucial para a votação deste ano.

Partidário

Já o também republicano McCain disse em comunicado que o anúncio de Bush "demonstra o sucesso dos esforços americanos no país" e argumentou que "contrasta com a proposta irresponsável defendida a longo tempo por senador Obama."

McCain --que é defensor do conflito-- também apoiou o envio de tropas adicionais para o Afeganistão. "Senador Obama acredita que nós precisamos perder no Iraque para ganhar no Afeganistão", continua o texto.

Os conflitos no Iraque e no Afeganistão foram tema central da campanha presidencial de 2004 e alavancaram a reeleição de Bush. Neste ano, contudo, eles ficaram em segundo plano diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelos americanos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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