Geórgia acusa russos de matar policial perto da Ossétia do Sul
da Folha Online
O governo georgiano voltou a acusar a Rússia de violar o cessar-fogo firmado recentemente entre os dois vizinhos para pôr fim ao conflito de cinco dias ocorrido em agosto passado. De acordo com a Geórgia, um policial daquele país foi morto por militares russos com um tiro na cabeça na vila Karaleti, nesta quarta-feira. Os russos negam.
| Arte/Folha Online |
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Na versão da Rússia, o local do crime fica a centenas de metros da barreira russa instalada para controlar a fronteira da região separatista da Ossétia do Sul. Na versão da Geórgia, no entanto, o tiro veio da direção da barreira russa. O comandante da polícia georgiana na área, Vladimir Dzhukeli, disse ainda que seus investigadores foram impedidos de ultrapassar a barreira para examinar a possível trajetória do disparo.
"O incidente mostra que a Rússia continua violando o cessar-fogo", afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Geórgia.
Para a Geórgia, a Rússia tem dado liberdade de ação a milícias e incentivado o incêndio de vilas georgianas na zona tampão que cerca a Ossétia do Sul e na capital Tskhinvali. Para a Rússia, os soldados instalados no país têm como função garantir a segurança da população. Conforme o Ministério de Relações Exteriores da Rússia, as tropas tem "ordens expressas de se comportar com dignidade e garantir paz e segurança".
Nos últimos dias, a Rússia tem dados sinais de recuo. Ontem, os russos abandonaram um dos 24 postos que, segundo a Geórgia, mantêm no Mar Negro. Eles ainda teriam acabado com uma barreira próxima da Abkházia, segundo imagens exibidas pela TV Rustavi-2. Em outubro, os russos deverão sair ainda de Poti e de outros três pontos do oeste da Geórgia, conforme prometido ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, atual presidente da UE.
Por outro lado, a Rússia já avisou que irá manter mais de 7.000 homens na Ossétia do Sul e Abkházia por "um longo período".
Enquanto Moscou dá apoio aos separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, a Geórgia conta com a ajuda dos Estados Unidos.
Com Reuters e Associated Press
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