Mundo
10/09/2008 - 14h14

Republicanos querem retratação de Obama após comentário sobre porco

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colaboração para a Folha Online

Os republicanos querem que o candidato democrata Barack Obama se desculpe por seu comentário controverso sobre batom em um porco durante comício em Virgínia nesta terça-feira. O senador, por usa vez, acusou os republicanos de uma "tentativa patética" de trazer a "carta de gêneros" para a campanha.

Em evento na Virgínia, nesta terça-feira, Obama criticou o novo discurso de mudança do republicano John McCain. "Isto não é mudança. Isto é apenas chamar a mesma coisa de maneira diferente. Você sabe que pode pôr batom em um porco, mas ele vai continuar sendo um porco. Você sabe que pode embrulhar um peixe velho em um pedaço de papel chamado mudança, mas ainda vai feder depois de oito anos", disse o democrata, aplaudido pelos presentes.

Em minutos, a campanha de McCain convocou uma entrevista coletiva na qual disse que os comentários de Obama foram ofensivos e um ataque direto a candidata a vice-presidente Sarah Palin --que, em seu discurso na convenção, se descreveu como um pitbull de batom.

"Os comentários de Barack Obama hoje foram ofensivos e vergonhosos. Ele deve desculpas à governadora Palin", disse Maria Comella, porta-voz de McCain.

Em resposta ao comentário de Obama, a campanha de McCain chegou a produzir um anúncio no qual mostra as imagens de Obama fazendo o comentário do batom e questionando: "Pronto para liderar? Não. Pronto para atacar? Sim".

Réplica

Obama rebateu as críticas nesta quarta-feira, dizendo que a campanha de McCain está engajada em "mentiras" e políticas "swift boat" --uma referência ao grupo Swift Boat Veterans for Truth que, na campanha de 2004, lançaram um anúncio atacando o democrata John Kerry.

"Eu não ligo para o que dizem de mim. Mas eu amo meu país demais para deixá-los ganhar outra eleição com mentiras e um ultraje falso e políticas swift boat", disse, em evento em Norfolk. "Já chega."

A campanha do senador por Illinois afirmou que McCain está fazendo uma campanha desonrosa.

"O ataque da campanha de McCain é uma tentativa patética de usar a carta de gêneros com uma analogia que é comum. A mesma analogia que McCain utilizou com Hillary Clinton há um ano", disse uma das conselheiras de Obama, Anita Dunn.

O ex-pré-candidato republicano Mike Huckabee, aliado de McCain, defendeu Obama dizendo não acreditar que o comentário foi um ataque a Palin.

"É uma velha expressão e eu terei que defender Obama nessa. eu não acho que ele estava se referindo a Sarah Palin, ele não fez referência a ela", disse.

"Eu já fui o cara no pódio muitas vezes e, às vezes, você diz alguma coisa que pode ser parte de uma piada antiga e alguém cria uma referência que não existe. Tenho que defender Obama nesta", completou.

História

O próprio McCain já usou esta frase para descrever a proposta política da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton.

Em Iowa, em outubro de 2007, o senador por Arizona comparou o plano para a saúde da ex-primeira-dama com o que ela apresentou em 1993. "Eu acho que eles puseram batom no porco, mas ainda é um porco", disse ele, à época.

O porta-voz de McCain, Brian Rogers, citado pela CNN, que há uma "grande diferença" entre as duas referências. "McCain estava se referindo a propostas políticas. Obama estava se referindo à governadora Sarah Palin. É obviamente desrespeitoso e ofensivo", disse.

"Quem esteve falando de batom recentemente? Foi óbvio. A platéia enlouqueceu por causa disso", continuou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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