Tropas americanas no Afeganistão lembram vítimas de 11 de Setembro
da Associated Press, em Cabul
colaboração para a Folha Online
As tropas americanas no Afeganistão realizaram uma cerimônia nesta quinta-feira em homenagem as cerca de 3.000 vítimas dos ataques terroristas de 11 de Setembro. O evento ocorreu na base dos Estados Unidos em Cabul, onde um dos comandantes das forças americanas afirmou que o terrorismo ainda é uma ameaça mundial.
O major general Robert Cone discursou aos soldados reunidos para a cerimônia no Camp Eggers e disse que os terroristas já atingiram Londres, Rússia e Bali (Indonésia) desde os ataques a solo americana, em 2001.
"Estes ataques são lembretes de que a ameaça do terrorismo é real e ainda um risco para o mundo inteiro", disse Cone.
O comando de Cone em Cabul treina e equipe as forças de segurança afegãs, estratégia central dos esforços americanos para combater as forças terroristas no país. Eles querem transformar o Afeganistão --assim como argumentam com o conflito no Iraque-- em uma nação fortalecida, que possa se defender dos terroristas.
Contudo, o país vive um dos seus períodos mais violentos desde os ataques terroristas de 2001 e a subseqüente entrada das forças americanas no Afeganistão.
Mais de 4.100 pessoas, a maioria rebeldes, morreram somente neste ano e o Taleban expandiu sua presença em várias Províncias do país. O número de mortes de militares americanos no Afeganistão ultrapassou os índices no Iraque nos últimos meses.
O presidente George W. Bush, que participa de diversos eventos em memória das vítimas do 11 de Setembro, anunciou nesta semana que enviará um batalhão da Marinha para o Afeganistão em Novembro para substituir dois que estão programados para deixar o país. Em janeiro, uma brigada armada deve chegar à fronteira com o Paquistão, onde os confrontos com terroristas são mais intensos.
O presidente afegão, Hamid Karzai, aprovou a decisão. "Estas tropas vão acrescer à luta contra o terrorismo e eu espero que elas sejam destinadas onde são mais necessárias nesta guerra contra o terrorismo", disse o líder, em entrevista coletiva em Cabul, nesta quinta-feira.
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