Mundo
16/09/2008 - 10h18

Obama e McCain aproveitam crise financeira dos EUA para ganhar votos

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da Associated Press, em Washington
colaboração para a Folha Online

Os candidatos à Casa Branca Barack Obama e John McCain foram possivelmente os maiores beneficiários do anúncio de concordata do banco americano Lehman Brothers e da crise financeira que afeta a economia do país.

Em meio a grandes quedas nas bolsas de todo o mundo e das incertezas que preocupam os eleitores, McCain e Obama aproveitam para ressaltar suas propostas econômicas, criticar os planos do rival e ganhar os eleitores em um momento no qual os americanos se preocupam com a crise em Wall Street.

O republicano McCain criticou nesta segunda-feira a "ganância e corrupção" em Wall Street e prometeu "limpá-la".

Seu rival democrata, Barack Obama, disse que seu oponente vai apenas fazer as mesmas políticas falidas da administração de George W. Bush.

Obama zombou de McCain por declarar que "os fundamentos de nossa economia estão fortes". Ele reiterou que o rival desconhece os problemas econômicos das famílias de classe média.

Com apenas sete semanas até as eleições de 4 de novembro, o senador por Illinois está tentando recuperar sua liderança nas pesquisas de opinião depois de perder, por alguns pontos percentuais, para McCain e sua companheira de chapa, Sarah Palin.

Em evento de campanha no Colorado, Obama discursou para os trabalhadores que apoiavam sua ex-rival Hillary Clinton e chamou a crise nos mercados financeiros de "a mais séria crise financeira desde a Grande Depressão, em 1930".

"Em 19 meses, ele [McCain] não nomeou uma única coisa diferente que faria da administração de George W. Bush. Nem uma coisa", disse Obama, em seu discurso já tradicional de relacionar McCain ao impopular presidente.

"E nós sabemos que se formos por este caminho, os próximos quatro anos vão aparecer exatamente como os últimos oito", disse.

"Você pode arcar com alguém que votou contra o salário mínimo 19 vezes?", perguntou Obama para uma multidão de apoiadores.

Limpeza

McCain tentou diminuir as preocupações dos eleitores prometendo "limpar Wall Street". Em campanha pela Flórida, ele afirmou que "a administração McCain-Palin vai substituir uma ultrapassada e trazer transparência e responsabilidade fiscal a Wall Street".

O senador por Arizona afirmou que "fundamentalmente" a economia está forte e que os americanos vivem "momentos muito, muito difíceis". "Então eu prometo a vocês: nós nunca vamos colocar a América nesta posição novamente", disse.

Contudo, um comercial divulgado no mesmo dia por sua campanha trouxe outra idéia sobre a atual situação econômica. Intitulado "Crise", o anúncio afirma que a "economia está em crise" e que apenas os "reformistas comprovados John McCain e Sarah Palin podem consertá-la".

A narração é intercalada com imagens da Bolsa de Valores de Nova York e com o nome do banco de investimento Lehman Brothers.

O comercial lembra as propostas de McCain, inclusive sua promessa de reduzir os impostos, de explorar petróleo em alto-mar, de lutar contra os juros especiais e de criar regras mais duras em Wall Street.

O comercial acaba com uma foto de McCain e Palin e a palavra "experiência", embora nenhum dos dois tenha longo histórico em assuntos econômicos. McCain foi membro da Comissão de Comércio do Senado, mas se especializa em temas de política externa. Palin, por sua vez, é governadora do Alasca há menos de dois anos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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