Mundo
16/09/2008 - 14h19

McCain pede comissão para estudar crise em Wall Street

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colaboração para a Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, pediu uma comissão para estudar o que aconteceu em Wall Street que desencadeou a crise financeira nos Estados Unidos, cujo episódio mais recente foi o anúncio de concordata do banco Lehman Brothers.

"Nós precisamos de uma comissão como a do 11 de Setembro e precisamos de uma comissão que descubra o que aconteceu de errado e como consertar", disse, em entrevista à rede de televisão NBC. "E nós sabemos que podemos e como fazê-lo", continuou.

"Os trabalhadores da Flórida e desta nação são inovadores, trabalham duro, são muito habilidosos [...] E a fundação desta economia, o trabalhador americano, é forte. Mas foi colocado em grande risco pela ganância e mau gerenciamento de Wall Street e Washington", disse McCain.

O seu rival democrata, Barack Obama, respondeu ao pedido de comissão durante comício no Colorado, nesta terça-feira. "Senador McCain ofereceu o truque mais velho no livro de Washington, você passa o problema para uma comissão para estudá-lo", disse o democrata. "Mas há uma coisa, isto não é 11 de Setembro. Nós sabemos como nos envolvemos nesta confusão. O que precisamos agora é de uma liderança que nos tire desta", continuou.

McCain passou a manhã desta terça-feira em entrevistas à redes de televisão justificando seu comentário --duramente criticado por Obama-- de que os "fundamentos da economia americana estão fortes".

"Eu disse que os fundamentos da nossa economia eram os trabalhadores americanos. Sei que os trabalhadores americanos são os mais sólidos, os melhores, os mais produtivos e os mais inovadores", justificou McCain, em entrevista à rede de televisão ABC.

Na segunda-feira, logo após o anúncio de concordata do banco Lehman Brothers, o senador por Arizona discursou em comício na Flórida e afirmou que os "fundamentos da economia são sólidos", mas que os americanos vivem "momentos muito, muito difíceis".

A crise no setor imobiliário americano, agravada desde o ano passado pela crise das hipotecas "subprime" (de maior risco), já provocou perdas de bilhões de dólares a bancos como Citigroup e UBS, além de ter afetado os resultados das duas gigantes do setor hipotecário nos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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