Ataque com mísseis mata ao menos cinco no Paquistão
da Folha Online
Ao menos cinco pessoas morreram nesta quarta-feira em um ataque com mísseis na região do cinturão tribal paquistanês, perto da fronteira com o Afeganistão. Fontes paquistanesas atribuíram o ataque a forças dos Estados Unidos.
A ação, que aconteceu perto da demarcação tribal do Waziristão do Sul, foi registrado horas depois da visita a Islamabad do chefe do Estado-Maior Conjunto americano, o almirante Mike Mullen.
De acordo com a rede de TV CNN, ao menos quatro mísseis foram lançados por aviões não-tripulados atingiram a vila de Dahgerat.
| Arte/Folha Online |
![]() |
OS EUA afirmam que as forças do Taleban e da rede terrorista Al Qaeda operam com relativa impunidade nas áreas tribais da fronteira do Paquistão com o Afeganistão e usam aquelas áreas como base para atacar as forças americanas e seus aliados dentro do Afeganistão.
A visita de Mullen tinha o objetivo de apaziguar os ânimos no Paquistão. Ele afirmou às autoridades do país que os "EUA estão comprometidos em respeitar a soberania paquistanesa".
O almirante, citado pela site do Pentágono, disse que seu objetivo era "trabalhar de perto com os militares paquistaneses para melhorar a coordenação e eficácia das operações contra os refúgios dos extremistas" na fronteira entre Paquistão e Afeganistão.
Ainda de acordo com a CNN, os EUA são o único país que operam na região e que tem a capacidade de lançar mísseis a partir de aviões não-tripulados, chamados "drones".
As relações entre EUA e o Paquistão ficaram tensas depois que veio à tona a informação de que o presidente George W. Bush deu ordens confidenciais permitindo que forças das operações especiais americanas atacassem em solo paquistanês sem a permissão do governo do Paquistão. A informação foi dada por três oficiais do governo americano de forma anônima ao jornal "The New York Times".
De acordo com a reportagem do jornal, foi só a partir de julho deste ano que a administração de Bush autorizou ataques por solo sem o prévio conhecimento das autoridades paquistanesas, apesar de os combates contra insurgentes do Taleban e da Al Qaeda já durarem sete anos. A decisão foi tomada por causa do fortalecimento das bases terroristas nas zonas tribais do noroeste do Paquistão, próximo à fronteira com o Afeganistão.
Os ataques aéreos no Paquistão de aviões controlados à distância pelos americanos têm sido freqüentes nas últimas semanas e são mais tolerados pelo governo paquistanês. Já as operações por solo das tropas têm duras restrições. O relaxamento desta proibição pode arranhar a imagem do novo presidente do país, Asif Ali Zardari, segundo o "NYT".
Com Efe e Reuters


