Líderes democratas percorrem os EUA para reconquistar voto feminino
da Efe, em Washington
colaboração para a Folha Online
Líderes democratas anunciaram que percorrerão os Estados Unidos nas próximas semanas para atrair o voto feminino, parcela do eleitorado que o partido vê ameaçada com a escolha de Sarah Palin para vice na chapa do republicano John McCain.
"Durante as próximas semanas percorreremos todo o país para falar das preocupações econômicas das famílias e das mulheres americanas", disse Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes.
Pelosi será acompanhada por outras congressistas democratas em uma estratégia para recuperar as eleitoras fiéis a ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton.
Para diminuir os efeitos do fenômeno Palin --que se apresentou como herdeira de Hillary para as eleitoras--, Pelosi e as legisladoras que a acompanharão, como Rosa DeLauro, Diana DeGette, Jan Schakowsky, Linda Sánchez e Donna Edwards, insistiram que nesta eleição a escolha é "entre mais do mesmo e a mudança em Washington".
A presidente da Câmara de Representantes apontou ainda que se alguém tem dúvidas de quem é o melhor candidato para dirigir o país rumo ao futuro, é "só ler os jornais nos últimos dias".
Pelosi disse que a crise vivida em Wall Street é fruto da filosofia republicana defendida por McCain, que durante anos se opôs a regular os mercados.
DeLauro e as outras legisladoras apresentaram o presidenciável Barack Obama como um defensor dos interesses da mulher, como o direito a mesma remuneração que seus companheiros de trabalho.
Além disso, as democratas negaram a premissa de que muitos dos 10 milhões de votos femininos de Hillary Clinton possam ir para Palin. "A senadora Clinton protagonizou uma magnífica campanha e seus eleitores apóiam majoritariamente Barack Obama", disse Pelosi.
Contudo, as pesquisas dão motivos para preocupação. Sondagem realizada pela Universidade de Quinnipiac entre 5 e 9 de setembro na Flórida --um dos Estados considerados cruciais para as eleições de novembro-- revela que quase 25% dos que apoiaram Hillary nas primárias pretendem votar em McCain.
"Seria ridículo achar que essa mudança não está pelo menos parcialmente relacionada com a escolha de Palin", disse Peter Brown, diretor-adjunto do Quinnipiac, citado em reportagem do jornal "The Wall Street Journal".
Segundo ele, a pergunta agora é se a tendência continuará até novembro, mês das eleições. "Se for assim, McCain tem uma boas chances de ganhar a Presidência", aposta Brown.
Já pesquisa do instituto Zogby aponta que o senador por Illinois ganhou espaço entre as mulheres e agora lidera com uma margem de sete pontos percentuais entre as eleitoras. O bom desempenho de Obama no grupo foi um dos motivos apontados pelo instituto para sua recuperação na pesquisa, que dá vantagem a ele com 47% das intenções de voto contra 45% de McCain.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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