Mundo
18/09/2008 - 08h07

McCain e Palin criticam Bush e defendem independência energética

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da France Press, em Grand Rapids
colaboração para a Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, e sua vice, Sarah Palin, não pouparam críticas ao colega de partido, o presidente George W. Bush, ao defender uma mudança na política energética americana e a busca da independência energética do país.

"A independência energética é a segurança e a prosperidade para esta grande nação", afirmou Palin, em comício em Michigan. "Será meu bebê quando eu for para Washington", acrescentou, sobre um dos principais temas da campanha presidencial deste ano.

Palin disse considerar um "disparate" que o presidente Bush seja obrigado a pedir a Arábia Saudita um aumento da produção de petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Mesmo antes da escolha de Palin para a chapa republicana, McCain já discursava sobre um amplo plano energético para acabar com a dependência americana de petróleo estrangeiro. Seu projeto inclui a exploração das reservas de petróleo da costa americana --proibidas há mais de 20 anos. McCain pediu pelo fim do banimento que foi apresentado por bush ao Congresso e vetado pela maioria democrata contrária à exploração.

Palin focou seu governo no Alasca em políticas para uso de recursos energéticos e naturais, principal riqueza do Estado. Ela ficou conhecida por apoiar a exploração da reserva nacional Wildlife Refuge, uma posição a qual McCain e os ambientalistas se opõem, mas muitos republicanos da ala conservadora apóiam.

Questionada se já havia convencido McCain sobre os benefícios da exploração da reserva, Palin respondeu que está trabalhando nisso.

Já McCain minimizou a questão do meio ambiente vinculada às perfurações em águas costeiras, ao brincar que "os peixes gostam de se movimentar ao redor das plataformas".

Diante da alta do preço dos combustíveis, a exploração de petróleo nas costas ganha cada vez mais defensores na opinião pública americana, mas é rejeitada pelo candidato democrata à presidência, Barack Obama. "Meu adversário é contra a energia nuclear. É contra as perfurações costeiras", disse o candidato republicano.

Pesquisa Gallup realizada no começo de agosto mostrou que os eleitores americanos --diante da alta do combustível-- vêem com bons olhos as propostas energéticas de McCain. Segundo a sondagem, 57% dos eleitores disseram estar mais propensos a votar em um candidato que apóia a exploração das reservas costeiras americanas, contra 31% que dizem o contrário.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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