Grande comparecimento e novos procedimentos podem atrapalhar eleições nos EUA
colaboração para a Folha Online
A campanha presidencial deste ano atraiu um interesse inédito dos americanos e o aumento no registro de eleitores preocupa os funcionários eleitorais que prevêem longas filas, falhas no equipamento e confusão sobre os processos de votação.
O aumento no número de americanos aptos a votar --resultado também das intensas campanhas dos candidatos para o registro de novos eleitores-- pode sobrecarregar um sistema que passa por mudanças, com as jurisdições introduzindo novas máquinas e regras para evitar controversas como as das eleições de 2000, quando democrata Al Gore pediu recontagem dos votos da Flórida.
Segundo reportagem do jornal "The Washington Post", nove milhões de eleitores, incluindo muitos nos Estados de Ohio, Flórida e Colorado, considerados cruciais, usarão o equipamento novo. Leia íntegra, em inglês
| John Sommers II-20mai.08/Reuters |
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| Eleitores votam nas primárias presidenciais de Kentucky; votação deste ano deve atrair número recorde de eleitores e problemas |
"Você muda os sistemas e acrescenta muitos novos eleitores, você pode ter certeza que haverá problemas", disse ao "Post" Kimball Brace, presidente da Serviços de Informações de Eleições, uma firma de consultoria que acompanha as mudanças no processo eleitoral.
O governo americano investiu US$ 3 bilhões nos últimos anos para melhorar o sistema de votação do país. E boa parte da verba foi para novos equipamentos, com telas sensíveis ao toque. Para quem ainda votará pelas cédulas de papel, pouco mais de metade dos eleitores segundo o jornal, o resultado será lido por sistema ótico.
E para mais de metade dos Estados, as eleições gerais de 4 de novembro serão as primeiras com o sistema estadual de dados estabelecido por legislação de 2002 para tornar a votação mais precisa. Assim, quando os eleitores chegarem às urnas, seus dados são comparados com a lista do sistema para que recebam uma cédula de votação.
Filas
O problema é o grande número de eleitores que deve comparecer, sobrecarregando o sistema. Somente durante as primárias deste ano, o número de eleitores foi recorde em 36 Estados, segundo a Electionline.org, que monitora reformas eleitorais.
O democrata Barack Obama lançou recentemente uma campanha para registrar 151 mil novos eleitores na Virgínia até 6 de outubro. Intitulado "Você Consegue Superar Barack", o movimento foi idealizado para fazer superar os 150 mil eleitores que Obama ajudou a registrar, quando era um voluntário da comunidade, nos anos 90.
Já nos Estados do sul, que votavam nos democratas até meados do século 20, Obama aposta no registro de eleitores negros --sua mais forte base eleitoral-- que participaram das últimas eleições presidenciais em porcentagens muito menores que os brancos.
Somente em Nevada, um dos Estados considerados cruciais, há 400 mil eleitores registrados a mais do que nas eleições de 2004.
"Haverá espera, eu acredito de uma hora ou talvez duas, mas nós gostamos de ver o grande comparecimento. é por isso que estamos lá e esperemos que os eleitores mantenham em perspectiva. Não será como esperar por um iPhone a noite inteira", disse Marcus Cederqvist, diretor-executivo do Painel de Eleições de Nova York, onde mais de 30 mil pessoas devem trabalhar em 4 de novembro.
Funcionários do governo estimam que serão necessários 2 milhões de pessoas trabalhando no dia da votação para conseguir manejar o grande comparecimento previsto para este ano.
Antecipando problemas e confusão, as duas campanhas contrataram equipes de advogados para supervisionar qualquer irregularidade, seja no registro dos eleitores, no local de votação ou na contagem dos votos.
Analistas consultados pelo "Post" esperam problemas, mas nada como as eleições de 2000, quando a contagem de votos foi levada a julgamento na Suprema Corte sob dúvidas de fraude na vitória do presidente George W. Bush sobre Gore.
"O processo de votação será testado de uma forma que nunca foi na história recente", disse Tova Wang, vice-presidente da Common Cause, grupo de supervisão do governo.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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