Mundo
18/09/2008 - 13h07

Rice afirma que Rússia está destinada ao "isolamento e irrelevância"

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da Efe, em Washington

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou nesta quinta-feira que a Rússia está no caminho "do isolamento e à irrelevância", por atos como a invasão da Geórgia ou sua "ameaça de apontar armas nucleares para países pacíficos".

Em discurso que pronunciará hoje e cujos trechos foram divulgados pelo Departamento de Estado americano, Rice disse que o "mais preocupante" sobre a Rússia "é que estes atos formam uma pauta de comportamento cada vez pior nos últimos anos".

Sabri Elmhedwi - 5.set.09/Efe
A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, critica a Rússia
A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, critica a Rússia

"Esta pauta de comportamento é de uma Rússia cada vez mais autoritária em casa e cada vez mais agressiva no exterior", afirma.

As palavras de Rice são uma dura advertência contra Moscou e indicam um endurecimento ainda maior da política dos EUA em relação ao governo russo, depois que a invasão da Geórgia em agosto causou um forte mal-estar em Washington.

Como exemplo da nova pauta de comportamento da Rússia, Rice citou a "intimidação" que aplica aos Estados soberanos vizinhos, o "uso do petróleo e do gás como arma política", sua "ameaça de apontar suas armas nucleares para nações pacíficas", e sua venda de armamento a grupos e nações que ameaçam a segurança internacional, entre outros.

"Ponto crítico

Para o responsável da política externa de EUA, este comportamento, que não "passou despercebido" para a comunidade internacional, "colocou a Rússia e o mundo em um ponto crítico".

O objetivo estratégico para os EUA agora é fazer a Rússia compreender que, com esse comportamento, "está impondo a si mesma um isolamento", e uma perda de peso e de relevância no âmbito internacional.

"Os Estados Unidos e a Europa devem se levantar perante este tipo de comportamento. Por nosso bem-estar, e o do povo russo, que merece uma melhor relação com o resto do mundo, os Estados Unidos e a Europa não podem permitir que a Rússia obtenha nenhum benefício com suas agressões. Nem na Geórgia nem em nenhum lugar", disse.

 

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