Mundo
19/09/2008 - 08h57

McCain se confunde, mas assessores negam que desconheça Zapatero

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colaboração para a Folha Online

Em entrevista a uma rádio americana, o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, se confundiu sobre a identidade de José Luis Rodríguez Zapatero, primeiro-ministro espanhol. Logo depois, seus assessores desmentiram o fato e asseguraram que ele sabia exatamente a que pessoa se referia.

Questionado por uma jornalista espanhola se receberia o primeiro-ministro na Casa Branca, McCain respondeu: "Me encontrarei com os chefes de Estado que são nossos amigos, e que querem cooperar com a gente".

"Aliás, o presidente do México, Felipe Calderon, está travando um combate muito difícil contra os cartéis da droga", acrescentou, dando a entender que estava confundindo a Espanha --um membro pleno da Otan e um aliado na luta contra o terrorismo-- com um país latino-americano.

"Sim, mas estou falando da Europa. Você quer se encontrar com Zapatero?", insistiu a jornalista. O senador de Arizona repetiu sua resposta, destacando que somente se encontraria com "os chefes de Estado que têm os mesmos princípios e a mesma filosofia que a gente: direitos humanos, democracia e liberdade".

A jornalista perguntou novamente a McCain se ele receberia Zapatero na Casa Branca. "Sinceramente, preciso examinar nossas relações, as situações e as prioridades, mas posso garantir que estreitarei as relações com nossos amigos e lutarei contra os que querem prejudicar os Estados Unidos. Sei como fazer essas duas coisas", respondeu o candidato republicano.

"Posso dizer que tenho um balanço satisfatório sobre o trabalho realizado com os dirigentes da América do Sul que são nossos amigos, e com quem lutamos contra os que são nosso inimigos", insistiu McCain.

Um dos assessores de McCain, Randy Scheunemann, afirmou que "o entrevistador perguntou várias vezes sobre a vontade do senador" de se reunir com Zapatero, e o candidato "o identificou muito bem, por isso que não há dúvida" de que ele "sabe exatamente sobre quem estava se referindo".

"O senador McCain se recusou a assumir um compromisso sobre uma eventual reunião na Casa Branca com o chefe do governo da Espanha", declarou Scheunemann.

Segundo a imprensa espanhola, Zapatero afirmou que "é lógico que (McCain) tenha a prudência necessária em meio a um processo eleitoral", e lembrou que jamais teve qualquer reunião formal com Bush.

Os republicanos criticam Zapatero por ter retirado o contingente espanhol do Iraque em 2004. Já o predecessor do dirigente socialista espanhol, o conservador José Maria Aznar, é sempre recebido na Casa Branca pelo presidente George W. Bush.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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