EUA negam que Coréia do Norte reativou reator nuclear, mas reitera ameaças
colaboração para a Folha Online
O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou nesta sexta-feira que a Coréia do Norte tenha reiniciado a atividade de sua planta nuclear, mas ressalta que o país está "bem próximo de fazê-lo" e ameaça o país de isolamento caso o reator de Yongbyon seja reativado.
A Coréia do Norte "se aproxima cada vez mais de colocar em funcionamento Yongbyon. Embora não tenham chegado a esta fase, nós os exortamos a não chegar a isso", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack.
Na noite desta quinta-feira, um representante norte-coreano afirmou que o país se prepara para reconstruir seu reator nuclear de Yongbyon diante da paralisação das negociações de seis lados sobre a suspensão do programa atômico do país. Segundo um porta-voz do Ministério norte-coreano de Relações Exteriores, a reconstrução foi iniciada "há um tempo".
McCormack disse que o governo norte-coreano encara uma escolha entre o isolamento ou a cooperação já que, se cumprir suas ameaças de reiniciar o reator, Pyongyang ficará ainda mais isolada.
"Podem seguir a rota de uma relação diferente com o resto do mundo e aproveitar os benefícios desta relação ou podem seguir isolados e deixar para trás o processo de desnuclearização", explicou o porta-voz.
Contudo, o representante do governo norte-coreano disse não acatar as ameaças americanas e afirmou que "não deseja ser retirado da lista de países patrocinadores do terrorismo, nem tão pouco espera que isso aconteça".
Em negociações mediadas por cinco países --Coréia do Sul, Japão, EUA, China e Rússia--, a Coréia do Norte iniciou processo de desnuclearização de suas principais instalações nucleares em novembro do ano passado. Em junho, atendeu exigência imposta pelos EUa e apresentou relatório sobre suas atividades atômicas e destruiu a torre de refrigeração de Yongbyon, em uma imagem vista por todo o mundo.
Contudo, desde agosto, o país ameaça reconstruir seu reator e anunciou a suspensão do processo de desnuclearização. O clima de tensão é agravado pelo fato do líder norte-coreano, Kim Jong-il, não aparecer em público desde 14 de agosto, sob suspeitas de que estaria muito doente. As suspeitas foram negadas pelo regime comunista.
Com Associated Press
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