Mundo
19/09/2008 - 17h30

McCain lança propaganda em espanhol contra Obama e Chávez

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da Folha Online

"Você já viu com quem Obama quer conversar?", pergunta a nova propaganda política em espanhol do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, que mostra imagens do presidente venezuelano Hugo Chávez e acusa o democrata Barack Obama de querer se reunir com ele "sem condições".

O anúncio, com um minuto de duração, intercala mensagens sobre Obama com imagens de um inflamado discurso de Chávez contra os Estados Unidos, no qual o presidente venezuelano diz coisas como "ianques de merda". "Vocês acham que devemos falar com Chávez?", pergunta em seguida o narrador da propaganda. "Em novembro, você decidirá", conclui.

Obama afirmou que se reuniria com alguns dos líderes mundiais que mais se opõem aos EUA, sem exigir condições prévias. O candidato explicou então que haveria outros tipos de reuniões antes de um encontro presidencial.

Os republicanos criticam duramente o candidato democrata, que acusam de "inexperiente" por ter proposto uma idéia como essa.

Os principais assessores de McCain para a América Latina consideram Chávez "perigoso", um "inimigo' dos Estados Unidos, e compararam seu "socialismo do século 21" com o fascismo.

A propaganda política será veiculada apenas na Flórida, um dos Estados americanos com maior concentração de população latina.

Golpe de Estado

Nesta quinta-feira se intensificou a tensão política entre governo e oposição na Venezuela, depois que Chávez anunciou que prendera várias pessoas por suposta conspiração de militares contra ele denunciada na noite da quarta-feira, sem revelar o número ou as identidades dos envolvidos.

O líder reiterou que os planos para matá-lo ou derrubá-lo foram planejados pelos EUA e conta com a colaboração de setores venezuelanos abastados aos quais chama de "pitiyanquis" (defensores dos interesses dos EUA).

Vários setores da oposição venezuelana rebateram as acusações do governo, afirmando que as denúncias de complô contra Chávez são parte de uma "estratégia" do governo visando as próximas eleições ou a ocultação de outros assuntos.

Nesta sexta-feira, governo da Venezuela expulsou do país o diretor para as Américas da Human Rights Watch (HRW), José Miguel Vivanco, poucas horas depois de a organização humanitária ter divulgado um relatório crítico sobre o governo do presidente Hugo Chávez.

p(tagline) Com France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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