Mundo
20/09/2008 - 12h55

Manifestantes no Reino Unido protestam contra conflitos do Iraque e Afeganistão

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da Efe, em Londres

Cerca de cinco mil pessoas protagonizaram hoje em Manchester uma grande manifestação de protesto contra os conflitos do Iraque e do Afeganistão em frente ao local onde se realiza, até terça-feira (23), o congresso do Partido Trabalhista.

Os manifestantes pediram ao primeiro-ministro, Gordon Brown, que retire as tropas britânicas de um conflito como o iraquiano, que teve conseqüências "catastróficas" para o Iraque e o resto do mundo.

À frente da manifestação, convocada pela coalizão pacifista "Stop the War" e pela Campanha pelo Desarmamento Nuclear, os dirigentes de ambas as organizações sustentavam um cartaz no qual lia-se "Tropas Fora".

Também se manifestavam membros de famílias de militares mortos ou feridos no Iraque e no Afeganistão que se opõem à continuação dos dois conflitos e que colocaram fotos dos falecidos no monumento à guerra em Manchester.

Vigiados por dezenas de policiais, alguns deles a cavalo, os manifestantes gritaram diferentes slogans contra os conflitos e o governo.

Os participantes da passeata entregaram uma carta a um funcionário trabalhista na qual denunciam que a política externa britânica se limita a seguir à do governo americano.

"Pedimos que cumpram seu compromisso de retirar todas as tropas britânicas da ocupação ilegal e catastrófica do Iraque", diz a carta, dirigida ao chefe de governo.

"Além disso, pedimos que reconheça que a ocupação do Afeganistão introduziu o Reino Unido em uma guerra devastadora e impossível de ganhar em um país cuja população se opõe claramente à nossa presença", acrescenta o comunicado.

Lindsay German, representante da coalizão que assina a carta, afirmou que "o papel do Reino Unido no mundo se tornou perigoso" e acrescentou que "criticar a Rússia por intervir militarmente na Geórgia é o cúmulo da hipocrisia".

Já a presidente da Campanha pelo Desarmamento Nuclear, Kate Hudson, disse que os manifestantes estavam ali para dizer ao governo que querem "uma política externa baseada na paz, e não na guerra".

 

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