Presidente do Paquistão promete eliminar o "câncer do terrorismo"
da France Presse
colaboração para a Folha Online
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, prometeu neste sábado que vai "eliminar o câncer do terrorismo", horas depois do atentado que matou ao menos 40 pessoas no hotel Marriott na capital Islamabad.
"O terrorismo é um câncer no Paquistão, estamos determinados, se Deus quiser, a eliminar esse câncer do país", disse Zardari em discurso transmitido em rede nacional de televisão. "Esses covardes não nos farão renunciar, os paquistaneses são um povo valente e sem medo, não temem a morte", completou o ministro.
Zardari perdeu a mulher, Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra, em um atentado suicida que matou outras 22 pessoas em dezembro do ano passado. Junto com o atual primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, ele classificou o atentado de hoje como um "crime odioso" e disse que os responsáveis serão levados à Justiça.
O atentado ocorreu próximo à casa do primeiro-ministro, onde parlamentares faziam um jantar em homenagem a Zardari, e pouco depois que o presidente recém-eleito compareceu pela primeira vez ao Congresso, onde se pronunciou contra o terrorismo. O Paquistão é aliado dos EUA na guerra contra o terror. Nos últimos dois meses, os ataques americanos em solo paquistanês se intensificaram na fronteira com o Afeganistão, considerado um forte reduto de insurgentes da Al Qaeda e do Taleban.
Zardari deveria se reunir na próxima semana com o presidente norte-americano George W. Bush, durante o encontro anual de líderes mundiais na sede das Nações Unidas em Nova York, mas não sabe por enquanto se viajará.
Zardari foi eleito presidente no último dia 6 por uma maioria superior a dois terços dos legisladores, pondo fim a um mandato de quase nove anos de Pervez Musharraf, que renunciou em meados de agosto.
Neste sábado, um caminhão-bomba explodiu em frente ao hotel Marriott na capital paquistanesa Islamabad e deixou ao menos 40 mortos. O prédio pegou fogo e dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas continuam presas em meio às chamas. A qualquer momento, o prédio pode desabar.
Este ano, mais de 1.300 pessoas já morreram no Paquistão, a maioria delas vítimas de ataques americanos na fronteira com o Afeganistão. A região é considerada um reduto de insurgentes do Taleban e da Al Qaeda. Há sete anos, depois do 11 de Setembro, o Paquistão se aliou aos Estados Unidos para combater o terrorismo.
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