Hotel continua em chamas após atentado no Paquistão; ao menos 40 morreram
da Folha Online
Um atentado com um caminhão-bomba atingiu o hotel de luxo Marriott, perto do Parlamento paquistanês, em Islamabad, neste sábado. Pelo menos 40 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas, segundo fontes oficiais.
Outras pessoas ainda estavam presas dentro do hotel, que pegou fogo após um vazamento de gás causar uma explosão. No início da madrugada (horário local), seis horas depois do ataque, o prédio ainda estava em chamas.
Bombeiros tentavam remover corpos de dentro do prédio, mas foram forçadas a suspender os trabalhos por causa dos riscos de que o edifício pudesse despencar a qualquer momento. O vazamento de gás causou uma forte explosão, que incendiou até o teto do hotel, que tem cinco andares e 258 quartos, informou a polícia local.
| Olivier Matthys/Efe |
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| Hotel Marriott em Islamabad pega fogo após atentado que deixou ao menos 40 mortos |
Segundo a agência de notícias Associated Press, equipes de resgate conseguiram realizar uma breve busca por sobreviventes e fizeram apenas duas entradas no hotel em chamas.
Detalhes sobre a autoria do atentado e número de vítimas ainda não eram claros. Segundo a rede de TV americana CNN, até dois veículos poderiam estar envolvidos no episódio. A Associated Press afirmou que, embora nenhum grupo tenha se responsabilizado pelo ataque, a explosão teria traços semelhantes aos usados pela rede terrorista Al Qaeda.
O Marriott era muito freqüentado por estrangeiros e as chancelarias da Dinamarca, Reino Unido e Alemanha confirmaram que vários de seus cidadãos estavam no local no momento do ataque, que pôde ser ouvido a quilômetros de distância.
A polícia reportou que a explosão do caminhã-bomba aconteceu às 7h30 (horário local), após o fim do horário de jejum, que os muçulmanos guardam no mês sagrado do Ramadã. Restaurantes próximos do hotel estavam cheios de pessoas, que ficaram feridas. A explosão deixou um rastro de destruição nos arredores, com árvores caídas e janelas destruídas.
Uma porta-voz do ministério do Interior paquistanês afirmou que 257 pessoas foram hospitalizadas e 28 mortes confirmadas, mas o porta-voz do governo, Farhapullah Baber, anunciou o total oficial de vítimas em "cerca de 40".
O ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, disse que as autoridades receberam uma ameaça há dois dias. 'Tomamos todas as medidas de segurança (...) Havia um forte esquema de segurança na cidade', disse.
Reação
O novo presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Yousuf Raza Gilani, condenaram o atentado. O porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe, também condenou a ação, alegando que o atentado foi como uma 'lembrança da ameaça que todos nós enfrentamos'.
"Os Estados Unidos condenam fortemente o ataque terrorista que aconteceu em Islamabad, Paquistão", disse o porta-voz. Acrescentou que os Estados Unidos "vão permanecer com o governo democraticamente eleito do Paquistão no confronto com esse desafio".
| Arte/Folha Online |
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O atentado ocorreu logo depois que o presidente paquistanês recém-eleito compareceu pela primeira vez ao Congresso, onde se pronunciou contra o terrorismo. O Paquistão é aliado dos EUA na guerra contra o terror. Nos últimos dois meses, os ataques americanos em solo paquistanês se intensificaram na fronteira com o Afeganistão, considerado um forte reduto de insurgentes da Al Qaeda e do Taleban.
"Meu coração chora lágrimas de sangue, posso compreender sua dor, quero pedir que transformem esta dor em força", afirmou Zardari em pronunciamento após o atentado. Ele descreveu o terrorismo como "um câncer, que nós vamos eliminar".
Zardari deveria se reunir na próxima semana com o presidente norte-americano George W. Bush, durante o encontro anual de líderes mundiais na sede das Nações Unidas em Nova York, mas não sabe por enquanto se viajará.
Zardari foi eleito presidente no último dia 6 por uma maioria superior a dois terços dos legisladores, pondo fim a um mandato de quase nove anos de Pervez Musharraf, que renunciou em meados de agosto.
Com agências internacionais
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