Mundo
22/09/2008 - 12h02

Criminosos seqüestram diplomata afegão no Paquistão

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da Folha Online

Dois dias após um atentado que deixou 53 mortos em Islamabad, homens armados seqüestraram o cônsul-geral afegão no Paquistão logo depois de matarem a tiros o motorista dele na cidade de Peshawar, informou a polícia. "O cônsul-geral [Abdul Khaliq Farahi] viajava quando homens armados e mascarados interceptaram seu veículo e o levaram", afirmou Noor Mohammad, segundo secretário no consulado afegão em Peshawar.

Ali Imam/Reuters
Policial observa carro do cônsul-geral afegão Abdul Khaliq Farahi
Policial observa carro do cônsul-geral afegão Abdul Khaliq Farahi

De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afegão, Sultan Baheen, o cônsul-geral foi recentemente designado para ser o próximo embaixador afegão no Paquistão, mas ainda não havia assumido o posto.

O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão condenou o seqüestro e o assassinato, e informou que todas as medidas estão sendo tomadas para garantir o retorno seguro do diplomata. "Começamos a checar os veículos em vários locais da região", disse o chefe da polícia de Peshawar, Malik Naveed Khan.

Atiradores já haviam atacado o carro do diplomata em agosto, mas ele escapou ileso, pois o motorista conseguiu fugir.

Em fevereiro, o embaixador paquistanês no Afeganistão foi seqüestrado quando passava perto da região tribal de Khyber, na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Ele se dirigia à capital, Cabul. O diplomata foi libertado pelo Taleban paquistanês em maio.

Posto policial

Também nesta segunda-feira, ao menos dez pessoas morreram em um confronto que começou depois que um grupo de homens armados pertencentes a uma tribo local atacou um posto policial na Província de Sindh, no sudoeste do Paquistão.

Segundo uma fonte de segurança, citada pela rede privada Dawn, os atacantes --que pertenceriam a uma tribo da etnia baluchi-- também seqüestraram oito policiais do posto de controle de Noorpur, no distrito de Qambar Shahdad Kot.

De acordo com a fonte, os membros da tribo lançaram o ataque porque são contra a presença de um posto de controle policial naquele lugar.

A área do ataque fica a poucos quilômetros da região vizinha do Baluchistão (sudoeste), onde operam vários grupos armados nacionalistas que costumam cometer ações violentas contra as forças governamentais.

Atentado

No atentado ocorrido no último sábado (20), o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Yusuf Razá Guilani, escaparam por pouco. Eles haviam sido convidados para jantar no hotel Marriott. Se tivessem aceito, estariam no local no momento do atentado terrorista que matou 53 pessoas e deixou 266 feridas --sendo ao menos 11 estrangeiros.

Efe
O premiê Yusuf Razá Guilani (esq.) e o presidente Asif Ali Zardari
O premiê Yusuf Razá Guilani (esq.) e o presidente Asif Ali Zardari

O convite havia sido feito pela presidente do Legislativo, Fahmida Mirza, para celebrar o primeiro discurso do presidente no Parlamento.

Segundo o porta-voz do governo, Zahid Bashir, o convite foi recusado desde o início, por questões de segurança, "dado o importante número de personalidades" convidadas.

Os jornais do Paquistão desta segunda-feira pressionam o governo para adotar medidas mais severas de combate ao terrorismo, sem se importar com ações dos Estados Unidos no país. Os EUA são aliados do Paquistão e têm realizado ataques constantes no noroeste do país, na fronteira do Afeganistão, para eliminar focos de insurgentes do Taleban e da rede terrorista Al Qaeda --de Osama Bin Laden.

Com agências internacionais

 

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