Mundo
23/09/2008 - 08h10

Geórgia diz que derrubou avião espião russo não-tripulado; Moscou nega

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colaboração para a Folha Online

O governo da Geórgia anunciou que derrubou na segunda-feira um avião sem tripulação do Exército russo que sobrevoava um oleoduto em seu território. A Rússia desmentiu a notícia.

"Ontem de manhã, junto à aldeia de Tsitelubani, perto de Gori, foi derrubado um avião russo não-pilotado", disse à agência de notícias Efe o porta-voz do Ministério do Interior georgiano, Shota Utiashvili.

O aparelho, de pequenas dimensões, foi mostrado pelos principais canais de televisão georgianos. "Ainda não conseguimos estabelecer onde foi fabricado", disse Utiashvili, que acrescentou que o avião espião foi derrubado quando fotografava o oleoduto.

David Mdzinarishvili/Reuters
Texto: An Interior Ministry Officer stands behind what Georgia says is a Russian made reconnaissance drone in Tbilisi September 23, 2008. Georgia said on Tuesday it had shot down an unmanned Russian reconnaissance drone over Georgian territory just south of the breakaway region of South Ossetia, the first such incident since last month's war. REUTERS/David Mdzinarishvili (GEORGIA)
Funcionário do Ministério do Interior mostra avião espião derrubado ao sobrevoar oleoduto

Logo que soube da informação, Moscou desmentiu o ataque e acusou as autoridades georgianas de "provocação informativa".

"Não detectamos nenhuma queda de aparelho, nem aparelho derrubado na zona de segurança", declarou o tenente-coronel Vitali Manushko, porta-voz das forças de manutenção de paz russas.

"O anúncio sobre a suposta derrubada de um avião russo não-pilotado é uma nova provocação informativa da parte georgiana", disse à agência oficial russa Itar-Tass o chefe interino do escritório de imprensa do Ministério da Defesa, coronel Aleksandr Drobyshevski.

Rússia e Geórgia vivem sob forte tensão desde agosto, quando Tbilisi, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Abkházia.

Os dois países assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.

A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos. A Rússia reconheceu a independência dos dois territórios, o que provocou críticas de líderes de vários países.

Mesmo com os conflitos, Moscou mantém cerca de 8.000 soldados de paz nas duas regiões separatistas.

Com Associated Press, Efe e France Presse

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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