Obama culpa políticos e lobistas pela crise financeira dos EUA
colaboração para a Folha Online
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, culpou os lobistas e políticos guiados por interesses especiais e "ética de irresponsabilidade" em Washington pela crise financeira que atinge o país nas últimas semanas.
Em evento de campanha em Wisconsin, o senador pediu por maior supervisão governamental do sistema financeiro do país --pensamento da maioria democrata no Congresso. "Nós não podemos dar um cheque em branco para Washington sem nenhum tipo de supervisão ou responsabilidade, foi por isso não ter acontecido que nós entramos nessa confusão", disse.
Os EUA passam por semanas turbulentas de crise financeira. Na semana passada, Wall Street foi afetada pelo anúncio de concordata do tradicional banco Lehman Brothers.
Em seguida, o governo de George W. Bush anunciou plano de resgate financeiro que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de 'títulos podres' (sem liquidez) dos bancos pelo Estado. O socorro daria ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, autoridade para comprar todo o valor em ativos relacionados às hipotecas para dissipar a grave crise financeira.
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA
Entenda a quebra do banco Lehman Brothers
Bush pediu que o Congresso aprovasse rapidamente o plano, mas a maioria democrata já circula uma contraproposta.
Diante dos seus apoiadores, o presidenciável democrata apresentou as reformas que faria se eleito em 4 de novembro para evitar que a situação atual se repita.
Obama afirmou que mudaria "as políticas movidas por interesse" e que os membros de seu gabinete não poderiam usar suas posições como degrau para se tornarem lobistas.
O democrata afirmou também que tornaria o governo "aberto e transparente" e propôs colocar na internet todas as propostas que chegarem até sua mão antes de assiná-la, para a avaliação dos americanos.
"Eu vou eliminar o desperdício, a fraude e o abuso no nosso governo", disse ainda o democrata, que reiterou seu plano de acabar com a Guerra do Iraque como uma forma de cortar custos. O governo americano já investiu cerca de US$ 1 trilhão no conflito no Iraque desde seu início, em 2003.
A economia dominou a campanha nas últimas duas semanas e pesquisa divulgada nesta terça-feira indica que, para os eleitores, o tema deve ser a prioridade do próximo presidente eleito. Segundo a sondagem realizada pelo "USA Today", ABC News e a Universidade de Columbia, 78% dos entrevistados vêem o país no rumo errado.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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