Mundo
24/09/2008 - 09h04

McCain diz que história vai julgar ação de líderes diante de crise financeira

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colaboração para a Folha Online

Em sua primeira entrevista coletiva em 40 dias, o candidato presidencial republicano, John McCain, disse que a "história" vai julgar os verdadeiros líderes diante da atual crise financeira vivida pelos Estados Unidos.

"O povo americano está vendo, a história será nosso juiz e nos julgará severamente se não colocarmos nosso país em primeiro lugar nesta crise", afirmou McCain, questionado sobre o plano de resgate financeiro apresentado pelo governo de George W. Bush que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de "títulos podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado.

Na coletiva, em Freeland, Michigan, disse que o plano deve permitir que mais responsabilidade seja imposta, incluindo um comitê bipartidário para "garantir supervisão do socorro" ao mercado financeiro.

"Esta supervisão é essencial", disse o senador por Arizona, criticando o excesso de poder concedido ao secretário do Tesouro Henry Paulson, que teria autoridade para comprar todo o valor em ativos relacionados às hipotecas para dissipar a grave crise financeira.

"Aquele dinheiro não pode simplesmente ir para um buraco negro de dívidas ruins sem modos de recuperar os fundos", disse o presidenciável, reiterando que deve haver também um plano para recuperar o dinheiro dos contribuintes.

Em resposta aos jornalistas, o senador por Arizona pediu por transparência total na elaboração e implementação de qualquer legislação relativa à crise. "Isto não pode ser feito por trás de portas fechadas. O povo americano tem o direito de saber como as empresas estão sendo ajudadas e no que a seleção está sendo baseada e quanto esta ajuda custará."

Seria inaceitável, concluiu McCain, que os congressistas aproveitassem o plano de resgate para incluir projetos ligados a interesses pessoais e lobistas.

Há duas semanas, desde que Wall Street foi abalada com o anúncio de concordata do banco Lehman Brothers, a economia e a crise financeira dominam a campanha presidencial americana e a mente dos eleitores.

Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 52% dos entrevistados dizem que a economia entrou em um sério e prolongado declínio, 80% dizem estar preocupados com os rumos tomados pela economia, 75% se preocupam com os efeitos da crise no mercado de ações e 60% estão apreensivos sobre os efeitos da crise em suas finanças pessoais.

Distância

A curta sessão de perguntas e respostas acontece em um momento no qual a relação de McCain com a imprensa muda, com a cobertura intensa de sua companheira de chapa, a governadora do Alasca, Sarah Palin.

"Senador, seu ônibus se converteu no "expresso sem falar"?", gritou um jornalista, durante um comício de campanha em Ohio.

McCain manteve vínculos próximos com a imprensa durante sua corrida pela nomeação republicana em 2000. Neste ano, ele priorizou eventos de campanha mais próximos dos eleitores, com espaço para perguntas.

Contudo, com a aproximação das eleições de 4 de novembro e o crescimento do rival democrata nas pesquisas de intenção de voto, os assessores de imprensa de McCain estabeleceram mudanças na estratégia de campanha e diminuíram o contato do senador por Arizona com os jornalistas, para que pudesse focar em mensagens diárias --e evitasse ficar sem resposta diante dos repórteres.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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