Obama admite que plano de resgate pode alterar gastos prometidos em campanha
colaboração para a Folha Online
da Reuters, em Nova York
O candidato democrata a presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu na terça-feira que o gasto de US$ 700 bilhões previstos pelo plano de resgate para amparar o sistema financeiro deve afetar alguns investimentos sociais prometidos em campanha.
Obama disse que, se for eleito, pode ter de escalonar a realização de alguns projetos, como a reforma do sistema público de saúde, cujo custo estimado por sua campanha seria de US$ 50 a US$ 65 bilhões por ano.
À frente nas pesquisas de intenção de voto em grande parte por suas credenciais econômicas, Obama disse ao programa "Today" da rede de televisão NBC que os US$ 700 bilhões previstos no plano do governo George W. Bush "não serão gastos de uma só vez, e não prevemos que todo o dinheiro seja perdido".
Governo Bush anunciou plano de resgate financeiro que prevê a injeção dos US$ 700 bilhões para a compra de "títulos podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado. O socorro daria ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, autoridade para comprar todo o valor em ativos relacionados às hipotecas para dissipar a grave crise financeira.
Obama criticou o plano como "assombroso" e disse que qualquer plano de resgate deve incluir propostas para recuperar o dinheiro, proteger as famílias trabalhadoras e prevenir que uma outra crise como a que atualmente afeta o país se repita.
No programa de televisão, Obama ressaltou que os efeitos deste plano para o orçamento federal ainda não estão claros. Senador democrata por Illinois, ele reflete as preocupações da maioria democrata no Congresso, que deve atrasar a passagem do plano pela votação.
"Significa que eu posso fazer imediatamente tudo o que propus nesta campanha? Provavelmente não. Acho que teremos de escalonar. Muito vai depender de como ficará a nossa arrecadação fiscal", disse Obama, que tem entre suas propostas a redução do imposto de renda para 90% das famílias americanas.
Em conversa com repórteres em Clearwater, Flórida, onde deve passar três dias se preparando para o primeiro debate presidencial deste ano --que acontece na sexta-feira (26)--, Obama reiterou que manterá a redução dos impostos para as famílias americanas.
"A redução de impostos para a classe média sobre a qual estamos falando [...] continua sendo algo que faz sentido neste tipo de ambiente", afirmou.
Antes dos acontecimentos mais recentes, os EUA já enfrentavam déficit orçamentário recorde de US$ 480 bilhões, e o plano proposto de socorro ameaça elevar esse déficit para mais de US$ 1 trilhão.
Obama quer direcionar US$ 130 bilhões adicionais por ano a uma série de novos programas federais, incluindo ainda US$ 18 bilhões de gastos com a educação e US$ 15 bilhões em iniciativas para fontes alternativas de energia.
Para financiar suas propostas, Obama explica que elevará os impostos cobrados das pessoas que ganham mais de US$ 250 mil por ano --uma proposta explorada pela campanha republicana como demonstração do "perigo" representado pelo democrata.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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