Firma de assessor de McCain fez lobby por empresa pivô da crise financeira
da Associated Press, em Washington
colaboração para a Folha Online
A empresa de consultoria de Rick Davis, diretor de campanha do presidenciável republicano recebeu US$ 15 mil (R$ 27 mil) mensais desde 2005 pelos serviços prestados para a empresa de hipoteca Freddie Mac, uma das envolvidas na grave crise financeira que afeta os Estados Unidos.
A firma de Davis, Davis Manafort, recebia os valores da Freddie Mac até o mês passado, quando o governo assumiu o controle da empresa, junto com outra gigante do setor hipotecário, Fannie Mae, depois da crise do setor imobiliário e do mercado financeiro.
Os pagamentos foram divulgados pelo jornal "The New York Times", que publicou reportagem em seu site na noite de terça-feira. O jornal cita duas fontes ligadas ao acordo. Leia a íntegra, em inglês
Segundo as fontes, Davis não realizou trabalhos substantivos na firma, além de falar em um comitê político de empregados de altos cargos em outubro de 2006, próximo às eleições do Congresso.
O jornal afirma que a firma do assessor foi mantida na folha de pagamentos por causa de sua relação com o presidenciável John McCain, que em 2006 já era forte candidato à disputa pela Casa Branca.
Assim, de 2000 ao final de 2005, Davis recebeu quase US$ 2 milhões (R$ 3,6 milhões) como presidente da coalizão Homeownership Alliance, que as companhias hipotecárias criaram para ajudá-las a se opor às novas regulamentações e proteger sua conexão com o governo --que permitia que emprestassem dinheiro do governo a juros baixos.
Davis disse ao jornal que nunca trabalhou para as empresas, mas sim para a Homeownership Alliance, que inclui outras organizações e cujo objetivo é promover a compra de imóveis por pessoas físicas.
Em resposta à reportagem, a campanha de McCain divulgou comunicado no qual afirma que Davis deixou a firma e parou de receber o salário em 2006.
"Posições do senador McCain em assuntos políticos são baseadas no que ele acredita ser de interesse público", disse Jill Hazelbaker, porta-voz de McCain, ressaltando que o trabalho de Davis na firma não afetou a campanha de McCain.
Réplica
A conexão entre Davis e as gigantes de hipotecas envolvidas diretamente com a crise financeira dos EUA surgiu depois que a campanha de McCain divulgou duro ataque ao rival democrata, Barack Obama.
McCain afirmou que Obama tem ligação com os problemas das duas empresas e pediu a Jim Johnson e Franklin Raines --apoiadores de Obama e ex-executivos da Fannie Mae-- que devolvam milhões de dólares em pagamentos recebidos pela empresa após deixarem seus cargos.
Johnson foi escolhido por Obama para liderar a equipe de busca por um companheiro de chapa, mas recusou o cargo depois que McCain e outros republicanos começaram a criticar seu trabalho em acordos de hipoteca.
A equipe de McCain divulgou recentemente um, anúncio de televisão no qual afirma que Raines está entre os assessores de Obama em políticas de habitação. A campanha democrata divulgou comunicado negando que o empresário esteja na lista de assessores do senador.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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