Mundo
24/09/2008 - 10h41

Firma de assessor de McCain fez lobby por empresa pivô da crise financeira

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da Associated Press, em Washington
colaboração para a Folha Online

A empresa de consultoria de Rick Davis, diretor de campanha do presidenciável republicano recebeu US$ 15 mil (R$ 27 mil) mensais desde 2005 pelos serviços prestados para a empresa de hipoteca Freddie Mac, uma das envolvidas na grave crise financeira que afeta os Estados Unidos.

A firma de Davis, Davis Manafort, recebia os valores da Freddie Mac até o mês passado, quando o governo assumiu o controle da empresa, junto com outra gigante do setor hipotecário, Fannie Mae, depois da crise do setor imobiliário e do mercado financeiro.

Os pagamentos foram divulgados pelo jornal "The New York Times", que publicou reportagem em seu site na noite de terça-feira. O jornal cita duas fontes ligadas ao acordo. Leia a íntegra, em inglês

Segundo as fontes, Davis não realizou trabalhos substantivos na firma, além de falar em um comitê político de empregados de altos cargos em outubro de 2006, próximo às eleições do Congresso.

O jornal afirma que a firma do assessor foi mantida na folha de pagamentos por causa de sua relação com o presidenciável John McCain, que em 2006 já era forte candidato à disputa pela Casa Branca.

Assim, de 2000 ao final de 2005, Davis recebeu quase US$ 2 milhões (R$ 3,6 milhões) como presidente da coalizão Homeownership Alliance, que as companhias hipotecárias criaram para ajudá-las a se opor às novas regulamentações e proteger sua conexão com o governo --que permitia que emprestassem dinheiro do governo a juros baixos.

Davis disse ao jornal que nunca trabalhou para as empresas, mas sim para a Homeownership Alliance, que inclui outras organizações e cujo objetivo é promover a compra de imóveis por pessoas físicas.

Em resposta à reportagem, a campanha de McCain divulgou comunicado no qual afirma que Davis deixou a firma e parou de receber o salário em 2006.

"Posições do senador McCain em assuntos políticos são baseadas no que ele acredita ser de interesse público", disse Jill Hazelbaker, porta-voz de McCain, ressaltando que o trabalho de Davis na firma não afetou a campanha de McCain.

Réplica

A conexão entre Davis e as gigantes de hipotecas envolvidas diretamente com a crise financeira dos EUA surgiu depois que a campanha de McCain divulgou duro ataque ao rival democrata, Barack Obama.

McCain afirmou que Obama tem ligação com os problemas das duas empresas e pediu a Jim Johnson e Franklin Raines --apoiadores de Obama e ex-executivos da Fannie Mae-- que devolvam milhões de dólares em pagamentos recebidos pela empresa após deixarem seus cargos.

Johnson foi escolhido por Obama para liderar a equipe de busca por um companheiro de chapa, mas recusou o cargo depois que McCain e outros republicanos começaram a criticar seu trabalho em acordos de hipoteca.

A equipe de McCain divulgou recentemente um, anúncio de televisão no qual afirma que Raines está entre os assessores de Obama em políticas de habitação. A campanha democrata divulgou comunicado negando que o empresário esteja na lista de assessores do senador.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
lula ja que voce e o rei da cocada preta pois o brasil nos eixo lucrativo da economia com sua equipe de petista,mande uma equipe a altura para a venezuela por sua contas em ordem com um pouco do dinheiro do pre sal junto com o pac o bolsa familia e mais delubio,joão paulo cunha ,tarso genro,ze dirceu e waldomiro diniz,duda mendonça pra arrumar a imagem do hugo perante a população e a america latina,marcos valerio para assumir os bancos tomados na mão grande e a cara dele o palocci como o el ministro,genoino se o sr. quiser ir vai tambem depois das eleições de 2010 sem opinião
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Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Na década de 90 existiam em torno de 13 trilhões de dólares, recursos especulativos que viajavam para lá e para cá, surrupiando as economias emergentes e subdesenvovidas, ninguém fez nada. Como pombas de arribação que baixam sobre uma plantação deixando o rastro de destruição. Ninguém conteve essa fúria, agora explodiu nos EUAs e em Dubai, continua sem receeber as devidas punições seus donos. Quando será então que os povos passarão o fino da espada para ceifar de vez esse agentes criminosos, livres e protegidos. A organização do Estado jamais fará isso. Somente o povo é capaz de passar a limpo tudo isso, para isso precisa se achar capaz e não temer os custos cruentos da decisão. sem opinião
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O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
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