Pesquisas divergem sobre plano de resgate dos EUA; Obama sai beneficiado
colaboração para a Folha Online
Duas pesquisas divulgadas na terça-feira apontam opiniões divergentes dos americanos em relação ao plano de resgate financeiro proposto pelo governo. Pesquisa do Pew Research aponta que a maioria (57%) diz que o governo está agindo corretamente. Já sondagem Bloomberg indica que, para 55% dos entrevistados, o governo não deveria auxiliar as empresas prejudicadas.
Em meio à grave crise financeira, quem sai beneficiado é o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, que é visto, em ambas as pesquisas, como o candidato mais apto a lidar com os problemas econômicos dos EUA.
| Chuck Burton/AP |
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| Candidato democrata Barack Obama se beneficia da crise financeira dos EUA |
Segundo a pesquisa "Pew Research", o plano do governo americano de injetar US$ 700 bilhões para a compra de "títulos podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado é aprovado por uma grande margem, 27 pontos percentuais. Assim, apenas 30% dos eleitores indicam que o governo está agindo erroneamente ao investir bilhões para estabilizar o mercado financeiro e hipotecário.
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O Pew Research indica ainda que a aprovação do plano de resgate --que deve ser aprovado nesta semana pelo Congresso-- é bipartidária. O projeto é aprovado pela maioria dos eleitores democratas (56%), republicanos (64%) e independentes (54%), com margens parecidas.
Contudo, a mesma sondagem indica que apenas 19% classificam como "excelente ou ótimo" o trabalho do governo ao lidar com os problemas financeiros de Wall Street. A maioria (44%) indica que o governo faz um trabalho regular e significativos 33% dizem acreditar que a atual administração republicana faz um trabalho ruim.
A má avaliação do trabalho do governo é unânime entre democratas, republicanos e independentes que apontam em sua maioria que o governo faz um trabalho regular --com 48%, 43% e 44% respectivamente. Como esperado, os republicanos são os que mais apontam o trabalho do presidente George W. Bush como bom, com 32% das indicações.
Oposto
Já a pesquisa realizada pelo site especializado Bloomberg em parceria com o jornal "Los Angeles Times" aponta que a maioria dos americanos desaprova o plano bilionário proposto pelo governo Bush para auxiliar as empresas em crise e acusa Wall Street e o presidente pela crise financeira.
Por uma margem de 24 pontos percentuais (55% contra 31%), os entrevistados indicam que não é responsabilidade do governo auxiliar companhias privadas com o dinheiro dos contribuintes, mesmo que seu colapso afete a economia nacional.
Mais de 60% dos entrevistados disseram ainda que a falta de regulamentação é parte do motivo que levou à crise. Outros 24% disseram não acreditar que este seja o problema.
Questionados sobre quem seria o culpado pela grave crise, quase um terço dos eleitores culparam as próprias empresas financeiras. Outros 25% acusaram a administração de Goerge W. Bush como a principal culpada. Apenas 11% dizem que a culpa é do COngresso americano.
Depois da crise que levou o tradicional banco Lehman Brothers à falência e que fez o governo assumir o controle das empresas de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, a maioria dos entrevistados disse que as companhias financeiras não deveriam contar com o dinheiro dos contribuintes para um socorro imediato.
Assim, cerca de 65% dos entrevistados se opõem também ao auxílio governamental às indústrias automobilísticas, que passam por uma grave crise com a redução das vendas, principalmente de caminhonetes e carros grandes --que consomem mais combustível.
Neste mês, o Congresso deve votar um projeto que inclui US$ 25 bilhões em empréstimos para a GM, Ford e Chrysler LLC para o desenvolvimento de veículos de consumo mais eficiente.
O Bloomberg cita a pesquisa do Pew Research e indica a pergunta feita aos entrevistados como justificativa da diferença nos resultados.
O Pew perguntou aos americanos se eles acham certo o governo "potencialmente investir bilhões para tentar manter as instituições financeiras e os mercados seguros". Já o Bloomberg pergunta se os eleitores aprovam o "uso do dinheiro dos contribuintes para auxiliar firmas financeiras privadas cujo colapso pode ter efeitos adversos na economia e no mercado".
Obama
Embora divirjam sobre a opinião dos americanos, ambas as sondagens apontam que, para os eleitores, Obama é o candidato mais apto a lidar com os problemas econômicos enfrentados pelo país.
Segundo a pesquisa Pew Research Center, 47% dos eleitores favorecem Obama contra 35% preferem o republicano John McCain. Enquanto os republicanos e democratas defendem por grandes margens os candidatos de seu partido, os independentes preferem o senador por Illinois por uma margem de 14 pontos percentuais, com 44% contra 30%.
Um cenário muito parecido é indicado pelo Bloomberg/ "Los Angeles Times". Segundo a pesquisa, Obama faria um trabalho melhor diante da crise financeira que McCain por uma margem de 45% contra 33%.
A sondagem do Bloomberg aponta também que, para quase metade dos eleitores, o presidenciável democrata tem melhores idéias do que o rival republicano para fortalecer a economia.
A pesquisa Pew Research foi realizada entre 19 e 22 de setembro, com 1.003 pessoas. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
A sondagem Bloomberg foi realizada no mesmo período, com 1.428 adultos e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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