Crise financeira não afetará US$ 612 bi para Defesa, diz Pentágono
da Folha Online
O Departamento americano da Defesa advertiu os potenciais adversários dos Estados Unidos para que não se aproveitem da crise financeira, afirmando que o Congresso continuará financiando as Forças Armadas "nos bons e nos maus tempos".
O secretário de imprensa do Pentágono, Geoff Morrell, fez essas declarações no momento em que o Congresso está prestes a aprovar uma verba de US$ 612,5 bilhões para a Defesa, ao mesmo tempo em que avalia o plano de resgate lançado pelo Tesouro para reestruturar o sistema financeiro, no valor de US$ 700 bilhões.
"Não acredito que nenhum dos nossos adversários deva tentar se aproveitar do fato de que existe um clima econômico incerto", afirmou Morrell, acrescentando que seria um erro "não investir os fundos necessários para proteger nossos interesses nacionais".
Crise financeira
Anunciado no fim de semana, o plano de resgate financeiro, atualmente debatido pelo Congresso, prevê a liberação de até US$ 700 bilhões para recomprar os ativos podres acumulados pelos bancos com a crise de créditos "subprime" (empréstimos imobiliários de segunda linha).
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai falar nesta quarta-feira às 21h locais (22h de Brasília) nos canais de TV americanos para defender o plano de resgate do sistema bancário proposto por seu governo, anunciou a Casa Branca.
Segundo a porta-voz presidencial, Dana Perino, Bush afirmará que o plano de resgate apresentado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, é "a decisão certa" para afastar "a crise do século" nos mercados financeiros. No entanto, os dois candidatos à Casa Branca, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain questionaram a proposta e devem divulgar um comunicado conjunto sobre o tema, segundo informou a campanha republicana.
McCain anunciou hoje que suspenderá sua campanha a partir de amanhã para voltar a Washington e pediu ao presidente Bush para formar uma mesa de diálogo com os líderes do Congresso e os dois candidatos.
Mais cedo, nesta quarta-feira, Bush afirmou saber que o plano provocaria debates acalorados no Congresso americano. "Nosso processo legislativo está cheio de toma lá da cá", disse Bush em uma reunião para promoção de acordos de livre comércio. "Mas quando tudo tiver sido dito e feito, teremos um plano robusto", acrescentou.
Ontem, Bush disse, em discurso na 63ª Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que o governo dos EUA tem tomado "atitudes ousadas para evitar efeitos devastadores" na economia do país. "Na semana passada eu anunciei um plano decisivo para manter as raízes da estabilidade (...) Posso garantir que meu governo está trabalhando para aprovar esta estratégia. Precisamos agir com a urgência que a crise precisa", disse. "Precisamos trabalhar em termos de metas e nos mantermos firmes em relação às nossas propostas."
Com France Presse.
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