Mundo
25/09/2008 - 13h41

Obama diz que Congresso está próximo de acordo sobre plano de resgate

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da Reuters, em Clearwater, Flórida
colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que os líderes do congresso americano fizeram progresso nas conversas relativas ao plano de resgate financeiro proposto pelo governo de George W. Bush para dissipar a crise que atinge o país e afirmou que os políticos "parecem estar próximos de um acordo".

"Agora é hora de nos unirmos, democratas e republicanos, em um espírito de cooperação em benefício do povo americano", disse Obama, antes de deixar a Flórida a caminho de Washington, onde se reúne às 16h (17h em Brasília) com o presidente Bush, o rival republicano, John McCain, e os líderes do Congresso para tentar encontrar uma solução "bipartidária" para a crise.

"Os líderes do Congresso fizeram progresso nas suas negociações e parecem próximos a um negócio", Obama disse em um vídeo exibido em conferência em Nova York.

A Casa Branca confirmou que as negociações trouxeram "progresso significativo" para a aprovação do plano que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de "títulos podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado. Contudo, o governo não revelou se um acordo final será alcançado antes da reunião entre Bush e os presidenciáveis.

"Eu acho que fizemos progressos significativos, nós temos uma agenda que podemos tentar cumprir", disse Dana Perino, porta-voz da Casa Branca. "E nós esperamos fazê-lo rapidamente", completou.

Perino ressaltou o caráter de urgência do acordo, mas não deu detalhes se tudo estará resolvido logo após a reunião.

McCain

Em discurso na mesma conferência de Nova York, McCain afirmou que o "tempo é curto" para conseguir um plano de resgate financeiro.

McCain afirmou que o acordo precisa ser fechado antes da abertura dos mercados financeiros na próxima segunda-feira (29) para evitar uma calamidade econômica no país. O senador por Arizona foi o primeiro a falar em evento da organização humanitária do ex-presidente Bill Clinton.

"Deixe-me pôr desta forma: eu preferiria construir uma ponte para lugar nenhum --e colocá-la no meio de Sedona, no Arizona-- do que pegar dinheiro de professores, agricultores e donos de pequenos negócios para encher o bolso das pessoas de Wall Street que nos colocaram nesta situação", disse o republicano, referindo-se ao polêmico projeto aprovado por sua candidata a vice, Sarah Palin, de uma ponte na cidade de Wasilla, com 7.000 habitantes.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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