Mundo
26/09/2008 - 19h07

Eleitores dos EUA dizem que moderadores dos debates são parciais

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colaboração para a Folha Online

Pesquisa Rasmussen aponta que a maioria (56%) dos eleitores diz acreditar que os moderadores são parciais em seu questionamento aos candidatos à Casa Branca. Mesmo assim, 74% dos eleitores devem assistir aos três debates presidenciais americanos.

Os homens suspeitam mais da imparcialidade dos moderadores do que as mulheres. Segundo a pesquisa, os homens que dizem acreditar na parcialidade dos moderadores superam as mulheres por uma margem de 43 pontos percentuais, 65% contra 22%.

AP/Reuters
Pesquisa no Xbox Live aponta que Obama (à esq.) tem 43% da preferência, contra 31% de McCain
Barack Obama (à esq.) e John McCain se enfrentam hoje no primeiro de três debates

Sondagem aponta ainda que, entre os homens que dizem acreditar na parcialidade dos moderadores, 40% defendem que o republicano John McCain será ajudado, contra 36% que prevêem o favorecimento do democrata Barack Obama.

Entre as mulheres, o cenário é inverso. Obama é visto como o candidato mais favorecido, com 38% contra 31% das eleitores que indicam vantagem de McCain.

Os eleitores republicanos também são mais pessimistas em relação ao papel do moderador. Segundo o Rasmussen, 72% dos eleitores republicanos apontam que os jornalistas ajudarão propositadamente um dos candidatos. O número cai para 57% entre os independentes e é ainda menor, 41%, quando os democratas são questionados.

No primeiro encontro entre os presidenciáveis Barack Obama e John McCain, o moderador escolhido foi Jim Lehrer, diretor-executivo e âncora da rede PBS. Segundo o Rasmussen, 22% dos eleitores afirmam que o jornalista tentará ajudar ao senador democrata, apenas 6% dizem que o jornalista tentará ajudar o republicano McCain e 43% dos eleitores indicam que o jornalista será imparcial ao moderar o debate sobre política externa e segurança nacional na Universidade do Mississippi, nesta sexta-feira.

(CC) Larry D. Moore/Reprodução
Jim Lehrer at the 2007 Texas Book Festival. Foto de 2007-11-04. Por favor, não tirar o (CC) da frente do nome do autor..
Jornalista Jim Lehrer, da rede de televisão PBS, é o moderador do primeiro debate

Lehrer, 74, é também escritor e ganhou o prêmio Emmy pela produção de "Debating Our Destiny: Forty Years of Presidential Debates" ("Debatendo nosso destino: 40 anos de Debates Presidenciais") no qual entrevistou ex-candidatos presidenciais e à vice-Presidência sobre suas experiências em debates.

Ainda segundo a sondagem,Os republicanos são os eleitores mais desconfiados da parcialidade de Lehrer --37%. O número cai para apenas 17% entre os independentes e é ainda menor, 12%, entre os democratas.

Do outro lado, 31% dos republicanos, 51% dos independentes e 48% dos democratas dizem acreditar que Lehrer será neutro e vai auxiliar os eleitores a votarem mais informados.

A pesquisa indica ainda que 38% dos eleitores têm uma visão favorável de Lehrer, mesmo número que conseguiu identificar a emissora para a qual ele trabalha.

Outros 25% vêem o apresentador de maneira negativa e significativos 36% simplesmente não sabem quem ele é. Quase metade, 45%, não sabe que Lehrer trabalha para a PBS.

Importância

Mesmo duvidando dos moderadores, a maioria dos entrevistados, 53%, diz acreditar na importância dos debates como uma forma de entender o que os candidatos pensam sobre assuntos específicos. Outros 31% discordam e apontam o debate como mais um evento de campanha.

Segundo o Rasmussen, 67% dos eleitores assumem que o debate tem influência sobre sua escolha para as eleições de 4 de novembro, mas se dividem igualmente quando questionados sobre qual dos candidatos sairá mais beneficiado do confronto.

Apesar do grande interesse gerado pela escolha da até então desconhecida governadora do Alasca, Sarah Palin, para a chapa republicana, a maioria dos eleitores --67%-- indicam que estão mais interessados nos debates presidenciais do que no confronto entre Palin e o candidato a vice democrata, Joe Biden.

Contudo, significativos 25% indicam estar mais interessado no debate entre Biden e Palin, marcado para 2 de outubro, na Universidade Washington, em St. Louis, Missouri. E a pesquisa Rasmussen indica que muito deste interesse tem a ver com a figura de Palin já que os republicanos estão duas vezes mais interessados em acompanhar o encontro do que os democratas.

Sobre o formato dos debates --apenas um será voltado a perguntas dos eleitores--, o Rasmussen indica que pouco mais da metade dos entrevistados (51%) preferem o estilo mais informal, no qual Obama e McCain respondem a questionamentos do público contra 39% que dizem preferir que o jornalista faça as perguntas.

A pesquisa Rasmussen foi realizada entre 19 e 20 de setembro, com 1.000 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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