Mundo
26/09/2008 - 17h21

Saiba o que Obama e McCain pensam sobre temas do debate de hoje

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colaboração para a Folha Online

Os candidatos à Casa Branca, democrata Barack Obama e o republicano John McCain, se encontram nesta sexta-feira à noite para debater política internacional e segurança nacional neste primeiro debate dos presidenciáveis na TV. O debate acontece às 21h (22h no horário de Brasília).

Haverá mais dois antes das eleições, que acontecem no próximo dia 4 de novembro.

O debate será moderado pelo diretor-executivo e âncora da rede de TV PBS Jim Lehrer. Não há confirmação sobre as regras do debate, mas os senadores terão tempos iguais para expor suas idéias e propostas nas áreas --um desafio para Obama, pois política internacional e segurança nacional são pontos fortes de McCain.

Saiba o que os candidatos pensam sobre alguns dos temas que devem ser abordados no debate desta noite:

Iraque

Barack Obama

Foi um crítico da Guerra do Iraque desde o início e afirma que o dinheiro gasto na manutenção poderia ser gasto para recuperar a economia americana em recessão.

Promete retirar todas as tropas de combate do país em no máximo 16 meses após assumir o mandato. Pretende estabelecer uma convenção constitucional no Iraque para alcançar um acordo de reconciliação e manter tropas residuais para conduzir missões de contraterrorismo contra a Al Qaeda, proteger os diplomatas americanos e apoiar as forças de segurança iraquianas. Também defende um pacto de segurança com os países vizinhos do Iraque.

John McCain

O republicano defende o conflito, mas critica o modo que o atual presidente, o republicano George W. Bush, o conduziu. Quer maior compromisso militar para que se alcance sucesso a médio prazo no Iraque e diz que a retirada "irresponsável" das tropas pode causar o "caos e o genocídio" no país.

Diz que as tropas americanas são fundamentais para combater os insurgentes terroristas, garantir a segurança da população iraquiana, reconstruir as instituições locais, combater a violência sectária em Bagdá, desmantelar a rede terrorista Al Qaeda, treinar o Exército iraquiano e integrar as equipes americanas às unidades de polícia iraquianas.

*

Afeganistão

Obama

Defende que é no Afeganistão que estão os "verdadeiros autores" dos atentados terroristas de 11 de Setembro e alega que o excesso de esforços americanos no Iraque desviou a atenção do governo na luta contra o terrorismo.

Promete reforçar as tropas de combate americanas no país com o envio de ao menos mais duas brigadas, capturar ou matar o líder terrorista Osama bin Laden. Para isso, busca maiores contribuições dos aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

McCain

Embora não queira a simples transferência dos esforços americanos do Iraque para o Afeganistão, afirma que enviará ao menos três brigadas de combate adicionais ao país e dobrar o tamanho do exército afegão para 160 mil soldados.

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Irã

Obama

Obama não votou pela resolução do Senado para pressionar a administração a declarar a Guarda Revolucionária do Irã como um grupo terrorista. Defendeu uma aproximação diplomática do governo iraniano e, duramente criticado pelo rival republicano, voltou atrás explicando que será firme ao negociar com o presidente, Mahmoud Ahmadinejad, e que não descartaria a opção militar contra o Irã.

McCain

É a favor de uma postura mais conservadora --semelhante à do atual presidente americano-- em relação ao Irã e ao risco nuclear que ele oferece. Diz que a ação militar é uma opção, mas ressalta que consultaria os líderes congressistas antes de agir. Como Obama, não votou pela resolução do Senado para pressionar a administração a declarar a Guarda Revolucionária do Irã como um grupo terrorista.

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Israel

Obama

O democrata reitera o direito de Israel de existir como Estado. Em seu site de campanha, diz "apoiar os esforços dos EUA para ajudar diretamente o povo palestino enfrentando qualquer governo liderado pelo Hamas que se recuse a reduzir a violência e reconhecer o direito de Israel de existir". Pede que o Irã cesse as ameaças a Israel e ameaça o país com sanções e isolamento.

Defensor de uma diplomacia mais aberta, acredita na criação de uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos com a criação de dois Estados. Diz que o acordo precisa preservar a "identidade de Israel como um Estado judeu" e manter "Jerusalém como a capital indivisível de Israel".

McCain

Declara apoio "orgulhoso" a Israel. Diz que a busca do Irã por um programa nuclear oferece risco inaceitável a Israel e os EUA. Defende que os americanos mantenham o "apoio de longa-data ao país", incluindo providenciar equipamento militar e tecnologia para garantir que Israel mantenha-se no topo das nações militares.

Pede a continuação da negociação por um acordo de paz entre Israel e os palestinos, mas acredita que a liderança do Hamas precisa ser isolada. Defende também que a paz entre Israel e o Líbano "reside nem um governo que tem o monopólio da autoridade em seu país", ou seja, a extinção de grupos independentes como Hezbollah.

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Cuba

Obama

Disse recentemente que "a liberdade do povo de Cuba é de interesse nacional" e que, por isso, os americanos devem exercer pressão sobre o presidente Raul Castro e seu governo para conseguir a libertação dos presos políticos.

Contudo, para alcançar este objetivo, Obama defende a redução das restrições sobre as remessas enviadas pelos familiares dos cubanos e também a suspensão das restrições para que os cubanos possam visitar os parentes da ilha com mais freqüência. Esclareceu que manterá o embargo à ilha até ter um "sinal claro de que há liberdade política em Cuba, para poder manter uma ferramenta caso haja uma negociação direta".

McCain

Diz que os EUA devem "ajudar a acelerar as mudanças democráticas em Cuba". "Os cubanos já esperaram muito", disse o republicano recentemente. Contudo, é favorável ao embargo contra a ilha e tem o apoio dos principais representantes políticos do exílio cubano na Flórida, como o senador Mel Martínez, ligado ao presidente George W. Bush.

Para McCain, a renúncia de Fidel Castro não significa que "a liberdade para os cubanos esteja ao alcance da mão, já que os irmãos Castro tentam claramente aferrar-se ao poder".

*

Segurança Nacional

Obama

Promete implementar as recomendações da Comissão de 11 de Setembro, instaurada após os ataques terroristas. Quer oferecer maior assistência técnica aos policiais municipais e estaduais e aumentar o orçamento para sistemas de comunicação confiáveis.

Diz que vai fechar a controversa prisão americana em Guantánamo, Cuba, onde suspeitos de terrorismo são mantidos. Votou contra o Ato das Comissões Militares de 2006 que autorizou julgamentos das comissões para os detidos na prisão da base marítima americana. Apóia a decisão da Suprema Corte que dá ao suspeitos de terrorismo o direito de recorrer aos tribunais civis.

Votou pela nova autorização do Ato Patriota em 2006, mas com revisões. Ele pede mais segurança nas usinas de energia nuclear e maior cuidado com lixo tóxico.

McCain

Pede a revitalização da diplomacia pública dos Estados Unidos e pela criação de uma agência independente com o propósito de levar a "mensagem da América para o mundo".

Planeja criar uma nova agência civil-militar. "O Departamento de Estado e outras agências precisam melhorar suas habilidades de enviar mais especialistas para reconstruir as terras destruídas pela guerra, ou melhor, ampliar o desenvolvimento da paz para reduzir as chances de uma guerra ser iniciada em primeiro lugar", diz o senador, em seu site de campanha.

Votou a favor do Ato Patriota em 2001 e por sua nova autorização em 2006. Não foi à sessão de julho de 2208 que votou pela atualização do Ato de Vigilância de Inteligência Estrangeira, de 1978. Apóia, contudo, o ato e a imunidade a empresas de telecomunicação que rompem sigilo de suspeitos de terrorismo sem ordem judicial.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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