Mundo
25/09/2008 - 20h09

Politizar debate econômico dá mais problema que solução, diz Obama

Publicidade

da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirmou em entrevista à rede de TV CNN, depois de participar de uma reunião de aproximadamente uma hora com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e seu rival na corrida presidencial, John McCain, que "injetar política em negociações delicadas cria mais problemas que soluções."

O encontro entre os três líderes e congressistas de ambos os partidos terminou sem avanços sobre a aprovação do plano de resgate econômico de US$ 700 bilhões da gestão Bush. Horas antes, líderes dos dois partidos tinham anunciado um acordo quanto às bases do plano. Para Obama, os trabalhos teriam tido mais resultados se a política não estivesse não presente.

"É incrível o que acontece quando as câmeras estão desligadas", afirmou o presidenciável à CNN.

Obama defendeu novamente a realização do primeiro debate da corrida presidencial na TV, marcado para ocorrer amanhã (26), na Universidade de Mississippi. "O que devíamos fazer agora [ao invés de interferir nos diálogos] é falar do que esperamos fazer no longo caminho do crescimento econômico."

Outros democratas, como o líder da maioria do partido no Senado, Harry Reid, disse que ficou "boquiaberto" ao receber um telefonema de McCain. "Os diálogos estavam indo bem sem ele." "De repente, agora que estamos para fechar um acordo, John McCain aparece para nos ajudar", ironizou Barney Frank, de Massachusetts.

Debate

Ontem (24), McCain suspendeu toda a agenda de campanha para ir a Washington negociar com os colegas congressistas e pediu o adiamento do debate. Obama concordou com a ida a Washington, porém insistiu no enfrentamento. Hoje, depois da reunião com Bush, Obama foi questionado sobre a possibilidade de McCain faltar ao debate. O democrata reagiu sorrindo. "Eu espero que ele apareça. Não vou especular agora."

Um dos mais experientes conselheiros de Obama, Robert Gibbs, disse acreditar que McCain irá ao debate. "Eu acho que ele [McCain] vai ver que um presidente é capaz de fazer mais de uma coisa por vez", provocou Gibbs, segundo o jornal americano "New York Times". Gibbs disse ainda que a organização do debate, a Comissão de Debates Presidenciais, não informou o que poderá acontecer caso McCain desista.

Durante o dia, a equipe de McCain evitou falar do debate, informa o "NY Times". "'Nós temos que ver', disse o conselheiro mais próximo de McCain, Mark Saltar, aos repórteres, ao deixar o gabinete de McCain no Senado", descreve a publicação. "Com tantas coisas em jogo para a América e para o mundo, o debate que mais importa é o que está ocorrendo no Capitólio dos EUA. E eu espero participar", disse McCain pela manhã.

Mais cedo, um republicano, o governador do Mississippi, Haley Barbour, defendeu que o debate ocorra conforme planejado. "Eu espero que haja um debate amanhã à noite."

Com agências internacionais

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca