Mundo
26/09/2008 - 20h10

Corrida presidencial nos EUA terá gasto recorde de US$ 3 bilhões

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da Folha Online

Esta semana, o gasto das campanhas presidenciais com propaganda política na televisão superou US$ 1 bilhão e deve chegar à soma recorde de US$ 3 bilhões até as eleições, dia 4 de novembro, segundo balanço da rede de TV americana CNN divulgado nesta sexta-feira.

Cerca de US$ 425 milhões deste total foram gastos pela Casa Branca desde que a primeira propaganda presidencial foi transmitido em dezembro de 2006, segundo análise das empresas de consultoria TNSMI e Campaign Media Analysis Group.

Com 39 dias faltando para as eleições, os presidenciáveis Barack Obama e John McCain gastam cada US$ 3 milhões por dia com anúncios eleitorais, veiculados em cerca de 12 Estados americanos.

"Mesmo com toda a conversa sobre a influência da nova mídia, os anúncios de TV continuam sendo a principal arma escolhida pelos candidatos à Presidência dos EUA", afirmou Evan Tracey, consultor de propaganda política da CNN.

Debate na TV

Nesta sexta-feira, acontece o primeiro debate entre Obama e McCain, que será televisionado ao vivo às 21h (22h de Brasília), de Oxford, em Mississippi.

O debate terá um formato inédito em campanhas presidenciais nos EUA, com discussão direta entre os rivais. O encontro terá duração de 1h30 e será dividido em um bloco sobre segurança nacional e outro sobre política externa.

A princípio o tema seria economia. Mas as campanhas pediram a inversão: os democratas, para apagar a imagem de Obama como inexperiente em política externa, e os republicanos, para fortalecer a de candidato a comandante-em-chefe de McCain.

Os presidenciáveis terão dois minutos para responder cada pergunta e cinco para debatê-la, podendo interpelar o rival. O mediador, Jim Lehrer, âncora da rede pública PBS, incluirá questões de internautas.

O consenso foi fechado no domingo, após os republicanos rejeitarem uma proposta inicial de nove minutos de livre discussão, disse a Comissão de Debates Presidenciais. Nos EUA, é essa junta que organiza os encontros, que ocorrem sempre em universidades. Redes de TV apenas os transmitem.

Além do debate previsto para hoje, estão marcados mais dois: em 7 de outubro, com perguntas da platéia e sem tema fixo, e no dia 15, sobre economia e políticas domésticas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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