Mundo
26/09/2008 - 21h05

Longe das câmeras, Joe Biden se encontra com presidente da Geórgia

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da Associated Press, em Milwaukee
colaboração para a Folha Online

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, agradeceu pessoalmente o candidato democrata a vice, Joe Biden, por ter ido até seu país para mostrar apoio durante a invasão russa no mês passado. Os dois se encontraram em Milwaukee, nesta sexta-feira, longe das câmeras e dos repórteres.

"Você veio direto, no meio do conflito. Foi muito corajoso da sua parte", disse Saakashvili a Biden, antes de iniciarem reunião privada. "Eu certamente não esquecerei disso e meu povo não vai esquecer disso", continuou.

Rússia e Geórgia vivem sob forte tensão desde agosto, quando Tbilisi, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Abkházia.

Morry Gash/AP
Democratic vice presidential candidate Sen. Joe Biden, D-Del., meets with Georgia President Mikheil Saakashvil, right, Friday, Sept. 26, 2008, in Milwaukee. (AP Photo/Morry Gash)
Candidato democrata a vice, Joe Biden, se reúne com presidente georgiano, Mikhail Saakashvili longe das câmeras e dos repórteres

Os dois países assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.

Saakashvili disse que a viagem de Biden ao território georgiano foi ainda mais marcantes porque aconteceu quando o senador por Delaware estava no topo das apostas para ocupar a chapa democrata, ao lado do presidenciável Barack Obama.

Biden viajou à Geórgia como presidente do Comitê de Relações Externas do Senado, ele foi escolhido por Obama dias depois.

O senador disse a Saakashvili --que conhece desde antes dele se tornar presidente-- que ficou "feliz" de fazer a viagem. "Foi importante para mostrar a solidariedade e o apoio americano", disse Biden.

O democrata disse ainda que a comunidade internacional não pode permitir que a Rússia acabe com um governo eleito democraticamente e que os EUA e a Europa deveriam dar ajuda econômica substancial à Geórgia.

Logo após a breve conversa com os jornalistas, Biden e Saakashvili se reuniram por duas horas em uma sala de reuniões de Wisconsin.

Palin

A candidata republicana a vice-presidente, Sarah Palin, também se reuniu nesta semana com líderes de países estratégicos para os Estados Unidos, como parte de uma campanha cuidadosamente pensada pela equipe republicana para ampliar suas credenciais em política externa e protegê-la de mais críticas da imprensa.

Os jornalistas e fotógrafos puderam acompanhar somente breves momentos dos encontros de Palin com os líderes de Geórgia, Ucrânia, Iraque, Paquistão e Índia, que estão em Nova York para a Assembléia Geral das Nações Unidas.

Nos breves momentos em que os jornalistas puderam acompanhar as reuniões, ela conversava educadamente com os líderes.

"Há muito para fazer aqui, não é? Muita coisa para ver", disse a conservadora republicana a líderes iraquianos enquanto se acomodava numa poltrona de um hotel em Nova York.

"Também tenho muito o que fazer no meu país", respondeu a primeira-dama iraquiana, Hero Ahmed.

O diálogo pareceu mais amistoso no encontro de Palin com o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que a recebeu com um enorme sorriso, a chamou de "linda" e disse entender porque tantos americanos "estão loucos" por ela.

A jornalistas, Palin disse apenas que o dia estava "indo muito bem". "As reuniões são muito informativas e úteis. Muita gente boa compartilha de um apreço pela América."

Na terça-feira, Palin se reuniu com os presidentes do Afeganistão, Hamid Karzai, e Colômbia, Álvaro Uribe. Até então, ela nunca havia conhecido um líder estrangeiro.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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