Mundo
26/09/2008 - 23h59

"McCain quer fingir que a Guerra do Iraque começou em 2007", diz Obama

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colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, reiterou sua oposição à Guerra do Iraque e afirmou que o seu rival republicano, John McCain "quer fingir que a guerra começou em 2007".

"McCain está certo que a violência no país reduziu com o trabalho de nossas tropas, mas entenda que esta foi uma tática desenhada para conter o mal gerenciamento dos quatro anos anteriores. McCain quer fingir que a guerra começou em 2007", disse Obama, questionado sobre quais as lições aprendidas com o conflito no Iraque.

"Esta é uma área em que temos uma diferença fundamental. Para mim, a questão é se deveríamos ter ido ao Iraque", disse Obama.

Os dois presidenciáveis se enfrentaram no primeiro de três debates até as eleições de 4 de novembro. O encontro aconteceu na Universidade do Mississippi, em Oxford. Embora o tema da noite fosse política externa e segurança nacional, os candidatos passaram boa parte dos 90 minutos discutindo a crise financeira que afeta o país.

Contudo, o Iraque foi o tema que mais exaltou os ânimos dos senadores, que trocaram duros ataques.

"Senador Obama se recusa a admitir que nós estamos ganhando no Iraque", disse McCain, que manteve o tom de voz baixo pela maior parte do tempo.

"Isso não é verdade, isso não é verdade", respondeu Obama. "Quando a Guerra do Iraque começou, você disse que seria rápido e fácil. Você disse que sabíamos onde havia armas de destruição em massa", continuou o democrata, citando a justificativa apresentado pelo governo de George W. Bush para invadir o país.

"Você estava errado. Você disse que nós seríamos recebidos como libertadores. Você estava errado", completou o senador por Illinois.

O Iraque é um dos temas mais marcantes da campanha presidencial deste ano já que McCain e Obama têm posições significativamente divergentes em relação ao conflito.

O democrata critica a ação militar americana no Iraque como uma distração da verdadeira luta contra os terroristas da Al Qaeda, no Afeganistão. "Há seis anos eu me opus ao conflito, em uma época que isso era
politicamente arriscado. Eu não sabia como isso ia afetar nossas relações, nossa economia e, principalmente, nós não tínhamos acabado o trabalho no Afeganistão."

Já McCain defende o sucesso do conflito, o qual apoiou desde o início, em 2003. "As lições são muito claras, você não pode defender uma política falha que nós fará perder o conflito. Estamos ganhando e voltaremos para a casa com a vitória e com honra", disse o senador por Arizona, acrescentando que a retirada das tropas em 16 meses --proposta por Obama-- causaria o "aumento da violência sectária e uma guerra ainda maior que poderia forçar os EUA a voltarem para a região".

Em uma das muitas trocas de críticas entre os presidenciáveis, McCain disse que Obama admitiu o sucesso do conflito, "mas inacreditavelmente, inacreditavelmente não defenderia mesmo assim o reforço das tropas [enviadas por Bush no começo do ano]".

"Obama não entende a diferença entre tática e estratégica. Eu estive no Iraque em 2007 e os soldados me pediram para que os deixássemos ganhar esta luta", completou o senador, que destacou inúmeras vezes a sua maior experiência no tema e também seu histórico de viagens ao país.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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