Mundo
27/09/2008 - 01h32

McCain acusa Obama de "ingenuidade" em relação à Rússia

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da Efe, em Oxford

O candidato republicano, John McCain, acusou seu rival democrata, Barack Obama, de "ingenuidade" em sua política em relação à Rússia, em seu primeiro debate presidencial, realizado hoje na Universidade do Mississipi.

A Rússia, segundo McCain, é um país que "cometeu uma grave agressão" contra um país vizinho independente, Geórgia, e que se encontra sob o controle da KGB --serviço secreto-- e do "apparatchik", funcionários do antigo regime comunista.

"Eu olhei nos olhos de [ex-presidente russo e atual primeiro-ministro, Vladimir] Putin e vi três letras: K, G, B", afirmou o republicano, parafraseando a frase do presidente George W. Bush, que disse que tinha olhado nos olhos de Putin e tinha visto sua alma.

McCain lançou um duro ataque contra Moscou, a quem acusou de "querer recuperar seu império" soviético e assegurou que a guerra contra a Geórgia tinha um cenário energético, devido à passagem por essa república do oleoduto Ceyhan-Tbilisi-Baku.

"As intenções da Rússia estavam muito claras há muito tempo na Geórgia", disse o republicano, advertindo que a Ucrânia poderia ser o próximo objetivo pois, entre outras coisas, a Rússia procura recuperar a península da Criméia onde a frota do Mar Negro tem sua base e que Stalin cedeu à Ucrânia. Neste sentido, expressou seu completo apoio às aspirações de Kiev e Tbilisi para entrar na Otan e sustentou que é preciso "deixar claro à Ucrânia que tem em nós um amigo e um aliado".

Obama, por sua parte, se mostrou de acordo em que Geórgia e Ucrânia devem receber "imediatamente" um "Mapa de Caminho" para seu ingresso na Aliança Atlântica. A Otan se comprometeu durante sua cúpula do abril em Bucareste a oferecer esse plano de ingresso no futuro.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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