Pesquisas dão vitória a Obama em debate
colaboração para a Folha Online
atualizado às 10h55
Duas pesquisas divulgadas horas depois do primeiro debate presidencial entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain revelam que o democrata saiu vitorioso do confronto que abordou política externa, segurança nacional e, como esperado, a grave crise financeira que afeta os Estados Unidos.
Segundo a pesquisa realizada pelo CNN/Opinion Research Corporation, 51% dos eleitores entrevistados afirmaram que Obama venceu o debate realizado na noite desta sexta-feira (26) enquanto 38% preferiram a atuação de McCain.
O instituto ressalva, no entanto, que o resultado pode refletir o fato de que mais democratas que republicanos assistiram o debate. Entre os espectadores pesquisados, 41% declararam ser democratas; 27% declararam ser republicanos; e 30% declararam ser independentes.
O debate desta sexta-feira teve a crise financeira e a Guerra no Iraque como os pontos altos do confronto entre Obama e McCain. Os problemas da economia dos Estados Unidos, que não estavam na pauta oficial da noite, ocuparam quase metade dos 90 minutos de duração do debate, mas foi o Iraque que exaltou os ânimos da discussão.
Enquanto Obama culpou os republicanos pela crise, tentando associar a imagem de McCain a impopularidade do atual governo de George W. Bush, o adversário republicano propôs como solução o corte de gastos. O democrata também não fugiu da cartilha de seu partido e voltou a insistir na proposta de corte de impostos para 95% dos americanos.
Mas quando a Guerra no Iraque entrou em debate não houve espaço para consenso. Obama prometeu a retirada das tropas americanas e criticou McCain por defender um conflito que nunca deveria ter acontecido. O republicano rebateu as críticas e taxou o rival democrata de "ingênuo", após repetir várias vezes para o democrata a frase "você não entende".
Conforme o levantamento da CNN, Obama teve 59% da preferência das mulheres contra 31% de McCain. Contudo, para os homens, a performance do republicano foi melhor --46% deram vitória a McCain e 43%, a Obama.
Contudo, a pesquisa aponta também alguns cenários mais equilibrados. Para mais de 65% dos eleitores espectadores entrevistados, tanto Obama quanto McCain se mostraram capazes de assumir a Presidência --um dos objetivos centrais do debate.
Ambos os presidenciáveis excederam as expectativas do público. McCain, que manteve o tom baixo de voz a maior parte do tempo, saiu melhor do que esperado para 60%, enquanto Obama se saiu melhor do que o previsto para 57%.
Indecisos
Uma segunda sondagem realizada pela rede de televisão CBS com 500 eleitores declarados indecisos apontou também que o democrata Obama ganhou o primeiro debate presidencial realizado na Universidade do Mississippi.
Para 40% dos indecisos consultados pela rede, o democrata se saiu melhor ao debater a crise financeira dos Estados Unidos, Iraque, Afeganistão e outros temas de política externa e segurança nacional. Apenas 22% dos eleitores escolheram o republicano McCain como ganhador e 8% disseram acreditar que o confronto acabou em empate.
Ainda segundo a sondagem da CBS, 68% dos eleitores consideraram que Obama se saiu melhor ao comentar o plano de resgate financeiro proposto pelo governo de George W. Bush e que está em negociação no Congresso.
Outros 41% indicaram que McCain foi o candidato que melhor falou sobre suas propostas para solucionar a crise e sua opinião sobre o plano que prevê injetar US$ 700 bilhões para a compra de títulos "podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado.
O desempenho do democrata no tema também foi destacado pelos eleitores consultados pela pesquisa CNN. O senador por Illinois tem uma margem de 21 pontos percentuais, 58% a 37% como o candidato que melhor pode lidar com a crise.
Já em relação à Guerra do Iraque, tema que exaltou os ânimos dos candidatos, McCain foi melhor articulado que Obama, com 55% contra 49%.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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