Mundo
27/09/2008 - 10h34

Pesquisas dão vitória a Obama em debate

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colaboração para a Folha Online

atualizado às 10h55

Duas pesquisas divulgadas horas depois do primeiro debate presidencial entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain revelam que o democrata saiu vitorioso do confronto que abordou política externa, segurança nacional e, como esperado, a grave crise financeira que afeta os Estados Unidos.

Segundo a pesquisa realizada pelo CNN/Opinion Research Corporation, 51% dos eleitores entrevistados afirmaram que Obama venceu o debate realizado na noite desta sexta-feira (26) enquanto 38% preferiram a atuação de McCain.

O instituto ressalva, no entanto, que o resultado pode refletir o fato de que mais democratas que republicanos assistiram o debate. Entre os espectadores pesquisados, 41% declararam ser democratas; 27% declararam ser republicanos; e 30% declararam ser independentes.

O debate desta sexta-feira teve a crise financeira e a Guerra no Iraque como os pontos altos do confronto entre Obama e McCain. Os problemas da economia dos Estados Unidos, que não estavam na pauta oficial da noite, ocuparam quase metade dos 90 minutos de duração do debate, mas foi o Iraque que exaltou os ânimos da discussão.

Enquanto Obama culpou os republicanos pela crise, tentando associar a imagem de McCain a impopularidade do atual governo de George W. Bush, o adversário republicano propôs como solução o corte de gastos. O democrata também não fugiu da cartilha de seu partido e voltou a insistir na proposta de corte de impostos para 95% dos americanos.

Mas quando a Guerra no Iraque entrou em debate não houve espaço para consenso. Obama prometeu a retirada das tropas americanas e criticou McCain por defender um conflito que nunca deveria ter acontecido. O republicano rebateu as críticas e taxou o rival democrata de "ingênuo", após repetir várias vezes para o democrata a frase "você não entende".

Conforme o levantamento da CNN, Obama teve 59% da preferência das mulheres contra 31% de McCain. Contudo, para os homens, a performance do republicano foi melhor --46% deram vitória a McCain e 43%, a Obama.

Contudo, a pesquisa aponta também alguns cenários mais equilibrados. Para mais de 65% dos eleitores espectadores entrevistados, tanto Obama quanto McCain se mostraram capazes de assumir a Presidência --um dos objetivos centrais do debate.

Ambos os presidenciáveis excederam as expectativas do público. McCain, que manteve o tom baixo de voz a maior parte do tempo, saiu melhor do que esperado para 60%, enquanto Obama se saiu melhor do que o previsto para 57%.

Indecisos

Uma segunda sondagem realizada pela rede de televisão CBS com 500 eleitores declarados indecisos apontou também que o democrata Obama ganhou o primeiro debate presidencial realizado na Universidade do Mississippi.

Para 40% dos indecisos consultados pela rede, o democrata se saiu melhor ao debater a crise financeira dos Estados Unidos, Iraque, Afeganistão e outros temas de política externa e segurança nacional. Apenas 22% dos eleitores escolheram o republicano McCain como ganhador e 8% disseram acreditar que o confronto acabou em empate.

Ainda segundo a sondagem da CBS, 68% dos eleitores consideraram que Obama se saiu melhor ao comentar o plano de resgate financeiro proposto pelo governo de George W. Bush e que está em negociação no Congresso.

Outros 41% indicaram que McCain foi o candidato que melhor falou sobre suas propostas para solucionar a crise e sua opinião sobre o plano que prevê injetar US$ 700 bilhões para a compra de títulos "podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado.

O desempenho do democrata no tema também foi destacado pelos eleitores consultados pela pesquisa CNN. O senador por Illinois tem uma margem de 21 pontos percentuais, 58% a 37% como o candidato que melhor pode lidar com a crise.

Já em relação à Guerra do Iraque, tema que exaltou os ânimos dos candidatos, McCain foi melhor articulado que Obama, com 55% contra 49%.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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