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28/09/2008 - 11h51

Após debate, pesquisas indicam vantagem de Barack Obama

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colaboração para a Folha Online

Três pesquisas de intenção de voto divulgadas neste domingo indicam que, após o primeiro debate presidencial americano, o candidato democrata Barack Obama continua à frente da disputa, com margens que variam de dois a seis pontos percentuais.

Segundo a sondagem diária divulgada pelo instituto Gallup, Obama tem 49% das intenções de voto contra 44% do presidenciável republicano, John McCain. O resultado sugere uma pequena melhora no desempenho do democrata após o confronto direto com McCain, na noite desta sexta-feira (26), na Universidade do Mississippi.

A liderança de cinco pontos percentuais, aponta o Gallup, é uma das melhores margens do democrata nas últimas semanas --apenas um ponto percentual abaixo da vantagem de seis pontos que teve na pesquisa de realizada entre 17 e 19 de setembro.

Não apenas nas pesquisas Gallup, mas na maioria dos institutos, McCain liderava a disputa pela Casa Branca após o anúncio da governadora do Alasca, Sarah Palin, como sua companheira de chapa e da Convenção Nacional Republicana, na primeira semana de setembro.

Contudo, a grave crise financeira que afeta o país e as discussões sobre o plano de resgate financeiro proposto pelo governo favoreceram o senador por Illinois que retomou a liderança que manteve durante os meses de julho e agosto.

Empate

A pesquisa divulgada pelo instituto Zogby também coloca o democrata na frente da disputa pela eleição de 4 de novembro, com 47,1% das intenções de voto contra 45,9% de McCain. Contudo, a pequena vantagem está dentro da margem de erros da pesquisa e pode ser considerado um empate estatístico.

A pequena margem de Obama vem, principalmente, dos eleitores independentes que o favorecem com 44% das intenções de voto contra 39% do republicano. Entre os eleitores democratas, Obama tem 89% do apoio, mesma porcentagem que ele apresentava nas pesquisas anteriores.

O resultado é mais favorável para Obama quando são incluídos na disputa simulada os candidatos nanicos. Com as opções ampliadas, Obama amplia margem sobre McCain e fica com 46,4% das intenções de voto contra 43,4% de McCain.

O libertário Bob Barr fica com 3,7% das intenções de voto. Já o independente Ralph Nader tem 1% e Cynthia McKinney, do Partido Verde, fica com 0,6%.

Ainda segundo o Zogby, Obama teve um melhor desempenho no debate desta sexta, que incluiu perguntas sobre a crise econômica, política externa e segurança nacional. Para 44% dos entrevistados, Obama saiu vitorioso do confronto contra 41% que preferem McCain.

Por uma margem de 13 pontos percentuais, 47% a 34%, os espectadores do debate apontaram que Obama estava melhor preparado para o evento. Quase 65% disseram que ambos os senadores tiveram um desempenho acima do esperado.

Rasmussen

A melhor margem de Obama nas pesquisas divulgadas neste domingo vêm da sondagem feita pelo Rasmussen. Segundo o instituto, o senador democrata tem 50% das intenções de voto contra apenas 44% de McCain.

A margem de seis pontos percentuais na pesquisa diária, aponta ainda o instituto, é maior de Obama e marca a primeira vez que ele manteve o bom desempenho por dois dias seguidos.

O Rasmussen indica também que Obama é visto de maneira favorável por 57% dos eleitores, contra uma avaliação positiva de 55% de McCain.

A pesquisa Gallup foi realizada entre 24 e 26 de setembro, com 2.759 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa Zogby foi realizada entre 26 e 27 de setembro, com 2.102 pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Já a sondagem Rasmussen foi realizada em 26 de setembro, com mil eleitores.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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