Mundo
29/09/2008 - 08h46

Obama e McCain devem votar a favor de projeto anticrise

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da Folha Online

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, declararam um apoio contido ao projeto de plano anticrise sobre o qual líderes congressistas e da gestão George W. Bush concordaram, ontem (28). McCain disse acreditar que é necessário "engolir" o plano; e Obama previu que a aprovação será rápida. Os deputados votam nesta segunda-feira e os senadores, na quarta (1º).

O projeto, em linhas gerais, libera US$ 700 bilhões para o Departamento do Tesouro do país utilizar no resgate ao sistema financeiro americano. Se aprovado, o plano configurará a maior intervenção governamental na econômica americana desde a Grande Depressão, em 1930.

Reuters
Os senadores John McCain (Republicano) e Barack Obama (Democrata), candidatos à Presidência dos Estados Unidos
Os senadores John McCain (Republicano) e Barack Obama (Democrata), candidatos à Presidência dos Estados Unidos

Em seu primeiro debate, na sexta-feira (26), tanto Obama quanto McCain tentaram parecer, aos olhos dos eleitores, os mais indicados para dirigir o país em tempos de crise. Depois do acordo, ambas as campanhas também passaram a reivindicar responsabilidade sobre parte das mudanças no projeto original.

McCain, senador por Arizona, afirma que irá restaurar a economia com cortes nos gastos e nos impostos pagos por cidadãos e negócios; e argumenta que Obama levaria o país a uma era de grandes gastos governamentais e altos impostos. "Isso [o plano] é algo que teremos de engolir e levar adiante. Não fazer nada simplesmente não é uma opção aceitável."

Por outro lado, Obama, senador por Illinois, afirma que o republicano McCain é responsável pela crise atual, ao menos em parte, porque sempre demonstrou apoio a Bush; e diz que os cortes propostos por McCain apóiam o mesmo esquema favorável a empresas e de regras frouxas que colaborou para a crise.

"Eis os fatos: por duas semanas, falei ao telefone todos os dias com o secretário [do Tesouro, Henry] Paulson e com os líderes congressistas para assegurar que os princípios que tivemos nos últimos tempos fossem incorporados ao projeto." Para Obama, o projeto atual contempla a ajuda aos consumidores que ele reivindicava. "Nós somos forçados a limpar a bagunça."

No sábado (27), dia seguinte ao debate, pesquisas de opinião realizadas entre espectadores revelaram que a maioria dava vitória a Obama. Um dia antes, pesquisas de intenção de voto também revelavam que o democrata teve uma melhora, com a crise. Obama e McCain irão se encontrar mais duas vezes e seus vices, Joe Biden e Sarah Palin, respectivamente, uma vez, antes da votação do próximo dia 4 de novembro.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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