Iraque autoriza médicos a portar armas para se defender
da Efe, em Bagdá
Em uma decisão sem precedentes após mais de cinco anos de violência, o governo iraquiano autorizou os médicos de seu país a portar armas para se proteger das constantes ameaças que sofrem.
Em comunicado oficial divulgado ontem à noite pelo Conselho de Ministros iraquiano, foi anunciado que todos os médicos "terão o direito de portar uma arma para se defender".
| Arte Folha Online/Folha Online |
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A decisão responde às queixas e protestos de parte desta comunidade, que sofre freqüentes ameaças de assassinato e seqüestro.
Milhares de médicos iraquianos foram obrigados a deixar o país após receberem ameaças, o que causou um drástico corte no pessoal sanitário que trabalha no Iraque desde o começo da guerra, em março de 2003.
O Conselho de Ministros iraquiano também pediu que suas forças de segurança não detenham nenhum médico "a menos que haja uma investigação administrativa e por recomendação pessoal do ministro da Saúde".
Um número indeterminado de médicos iraquianos foi seqüestrado ou assassinado, e muitos foram postos em liberdade após pagar altas somas de resgate.
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