Mundo
30/09/2008 - 09h20

Obama oferece nova proposta para ajudar aprovação do plano de resgate

Publicidade

da Reuters, em Reno

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu aos legisladores nesta terça-feira que aprovem com urgência o plano de resgate financeiro e ofereceu uma nova proposta que, segundo ele, pode ajudar a atrair apoio.

Obama sugeriu aumentar o limite de depósitos bancários assegurados pelo governo federal de US$ 100 mil para US$ 250 mil. "Um passo que poderíamos dar para potencialmente aumentar o apoio à legislação e recuperar a economia seria expandir a garantia de depósitos para famílias e pequenos empresários da América que têm interesse em investir seu dinheiro nos bancos", disse Obama, em comunicado escrito.

A idéia é ampliar a segurança dos americanos nos bancos e evitar a ampliação da crise financeira.

Entenda a crise financeira que afeta os EUA
Dê sua opinião: Qual será o peso da crise financeira na escolha do próximo presidente?

Em uma votação que agitou o mercado financeiro mundial, os membros da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) rejeitaram nesta segunda-feira o pacote proposto pelo governo de George W. Bush para injetar US$ 700 bilhões na compra de títulos "podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado.

O senador por Illinois disse que o fracasso do Congresso em aprovar um plano "seria catastrófico para nossa economia e nossas famílias".

"Neste momento, quando os empregos, poupanças de aposentadorias e segurança econômica de todos os americanos estão em risco, é imperativo que todos nós --democratas e republicanos-- se unam para enfrentar a crise", disse o democrata.

No domingo, a chefe da Casa, Nancy Pelosi, se mostrou otimista com a aprovação do plano. O pacote de resgate financeiro foi tema de uma maratona de discussões no final de semana que terminou com um acordo parcial entre democratas e republicanos. Na segunda-feira, a Casa votou contra o plano com 228 votos a 205.

No comunicado, Obama disse ainda não acreditar que um novo plano, começado do zero, seria bem sucedido. Contudo, ele disse que a proposta de segurança dos depósitos seria uma forma de atrair mais interesse para o plano, rejeitado pelos republicanos por não fazer nada além de ajudar as empresas que causaram a crise.

"Eu conversarei com os líderes e membros do Congresso hoje para oferecer esta idéia e pedir que eles ajam sem demora na aprovação de um plano de resgate", disse.

O presidenciável republicano, John McCain acusou Obama e outros democratas de politizar o debate sobre o plano e priorizar as eleições à crise americana. Os democratas se defenderam argumentando que McCain estava desviando as atenções de seus próprios fracassos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca