Mundo
30/09/2008 - 14h11

Rússia nega acesso imediato a observadores da UE em zona na Geórgia

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da Folha Online

A Rússia alertou nesta terça-feira que os observadores da União Européia não terão acesso imediato a sua "zona de segurança" estabelecida dentro da Geórgia. Tbilisi reagiu acusando os russos de estarem adiando a prometida retirada de tropas da região.

Após a guerra de cinco dias travada entre os dois países em agosto, a Rússia estabeleceu zonas de segurança em torno das repúblicas separatistas georgianas da Ossétia do Sul e Abkházia.

Arte/Folha Online
mapa regiões geórgia

Segundo um acordo de retirada mediado pela França, as tropas russas deveriam se retirar das zonas de segurança até o dia 10 de outubro, simultaneamente com a chegada de observadores da UE e o posicionamento da polícia georgiana.

A missão de observação da UE começa nesta quarta-feira, mas os militares russos dizem que um acordo técnico sobre o acesso à zona adjacente à Ossétia do Sul ainda não foi finalizado.

"A partir de amanhã, representantes da União Européia vão começar a conduzir o monitoramento até as fronteiras do sul da zona de segurança", disse Vitaly Manushko, porta-voz das tropas de paz russas em torno da Ossétia do Sul. Ele disse que o "o trabalho vai continuar" com relação ao acesso da UE.

Uma fonte do ministério da Defesa russo negou que seu país esteja impedindo o posicionamento da força da UE. "A decisão não significa nenhum impedimento no monitoramento que será feito pelos representantes da UE na zona de segurança", disse a fonte. "Mas, neste momento, os detalhes de tal monitoramento anida não foram acordados, portanto a decisão sobre quando isso irá começar será tomada depois", disse.

Em visita a Tbilisi, o chefe da política externa na UE, Javier Solana, disse estar confiante na retirada russa das zonas de segurança até o dia 10 de outubro. "Estou otimista de que todas as partes vão cumprir o acordo que foi assinado", afirmou.

Conflito

Rússia e Geórgia vivem sob forte tensão desde agosto, quando Tbilisi, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Abkházia.

Os dois países assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.

A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos. A Rússia reconheceu a independência dos dois territórios, o que provocou críticas de líderes de vários países.

Com Reuters

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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