Mundo
30/09/2008 - 14h14

Aprovação do presidente Bush é de apenas 27%, aponta Gallup

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colaboração para a Folha Online

Em meio a pior crise financeira vivida pelos Estados Unidos desde a Grande Depressão dos anos 30, a aprovação do presidente americano, George W. Bush, atingiu seu mais baixo índice nos últimos oito anos. Segundo pesquisa Gallup, apenas 27% dos entrevistados aprovam Bush.

O resultado representa uma queda de quatro pontos percentuais desde a pesquisa Gallup anterior, realizada antes do agravamento da crise financeira e do plano de resgate financeiro proposto pela administração Bush para injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos "podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado.

Entenda a crise que atinge a economia dos EUA

A queda é ainda maior se considerar pesquisa similar realizada logo após a Convenção Nacional Republicana, no começo de setembro, que oficializou a candidatura do presidenciável John McCain.

Kristoffer Tripplaar/Efe
MTC04 WASHINGTON (ESTADOS UNIDOS) 30.09.08 El presidente estadounidense, George W. Bush, lee una declaración sobre economía en la Casa Blanca de Washington (Estados Unidos), el 30 de septiembre de 2008. La Cámara de los Representantes rechazó ayer el plan de rescate presentado por Bush. EFE/Kristoffer Tripplaar. POOL
Presidente George W. Bush faz pronunciamento sobre a crise financeira; sua aprovação atingiu o menor índice de seus mandatos

A queda na popularidade de Bush parece estar diretamente relacionada à crise financeira, embora tenha sido realizada antes da Casa dos Representantes reprovar o plano.

Segundo a pesquisa, conduzida entre 26 e 27 de setembro, apenas 28% dos americanos entrevistados aprovavam a resposta de Bush à crise. A maioria, 68%, indicou desaprovar o governo no pior índice dos últimos seis presidentes americanos.

Embora a maioria dos americanos concordem que é necessário uma ação do governo diante da crise, apenas uma pequena minoria favorece a legislação proposta por Bush.

A queda na aprovação de Bush vem, principalmente, dos filiados de seu partido. Segundo a sondagem, 64% dos republicanos aprovam o trabalho de Bush, uma queda de sete pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

Entre os independentes e democratas, a taxa de aprovação continua fundamentalmente a mesma, 22% e 3% respectivamente.

Uma queda ainda maior foi registrada entre os entrevistados que se identificam como conservadores. Ainda segundo o Gallup, a aprovação de Bush no grupo caiu 12 pontos percentuais, para 47%. Para o instituto, o resultado é reflexo da expansão do envolvimento da economia que o governo Bush propôs.

Pedido

Com apenas três meses de mandato, Bush tenta deixar a Casa Branca com uma resolução para a grave crise financeira do país. Nesta terça-feira, ele voltou à TV para pedir a aprovação do pacote de ajuda ao setor financeiro e alertar que a demora na aprovação poderá piorar a cada dia a situação de crise no país.

"A realidade é que estamos em uma situação de urgência e as conseqüências serão piores a cada dia se não agirmos", afirmou Bush, no quarto pronunciamento na TV em menos de uma semana, sobre a crise financeira no país. "Estamos em um momento crítico de nossa economia (...) Reconheço que essa é uma votação difícil para o Congresso. Ninguém gosta de ver a economia chegar a esse ponto", disse o presidente, que destacou ser preciso urgência para atacar a crise.

Bush lembrou que o projeto do pacote --que, de um documento de três páginas na forma como foi apresentado pelo Departamento do Tesouro, passou a mais de 100 páginas após dias de negociação com o Congresso-- foi rejeitado por uma pequena margem (foram 228 contra e 205 a favor da medida), mas que esse "não foi o fim do processo legislativo". "Pode haver muita disputa nesse tipo de votação, mas o que importa é que avancemos", disse.

Em uma votação que agitou o mercado financeiro mundial, os membros da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) rejeitaram nesta segunda-feira o pacote proposto pelo governo de Bush.

No domingo, a chefe da Casa, Nancy Pelosi, se mostrou otimista com a aprovação do plano. O pacote de resgate financeiro foi tema de uma maratona de discussões no final de semana que terminou com um acordo parcial entre democratas e republicanos. Na segunda-feira, a Casa votou contra o plano.

O líder da maioria na Câmara de Representantes, o democrata Steny H. Hoyer, informou ontem que, apesar de a Casa Branca querer que um novo pacote de medidas seja discutido com urgência, os deputados só vão se reunir na quinta-feira, ao meio-dia (13h de Brasília).

Ainda segundo Hoyer, embora uma sessão tenha sido convocada para quinta-feira, "ainda não foi decidido" se a Câmara de Representantes vai estudar "a legislação relacionada à crise econômica".

Histórico

Os baixos índices de aprovação são comuns no governo Bush. O presidente republicano não teve uma aprovação superior a 40% nos últimos dois anos e foi avaliado positivamente pela maioria dos entrevistados apenas algumas vezes durante todo seu segundo mandato.

Bush já registrou taxa de aprovação de 28% várias vezes neste ano, principalmente nos meses de verão e primavera, quando os americanos viram suas férias prejudicadas pelo aumento do combustível. Sua maior taxa de aprovação neste ano é de 34%

O recorde de baixa aprovação é do presidente Harry Truman, aprovado por apenas 22% dos entrevistados em fevereiro de 1952. Bush agora se junta a Truman e o republicano Richard Nixon como os únicos três presidentes com médias de aprovação de 27% ou mais baixas.

Bush, contudo, tem também algumas das maiores taxas de aprovação em pesquisas Gallup, como logo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, quando ele era aprovado por 90%.

A pesquisa Gallup foi realizada entre 26 e 27 de setembro, com 1.011 adultos. A margem de erro pe de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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