União Européia inicia missão de observadores na Geórgia
da France Presse, em Basaleti
da Folha Online
Os observadores da União Européia (UE) iniciaram nesta quarta-feira seu deslocamento na Geórgia para garantir o cessar-fogo e supervisionar a retirada das tropas russas, depois do conflito de agosto ocorrido na região do Cáucaso. A missão de observação está formada por 200 homens.
Quatro veículos blindados com bandeiras européias e dois observadores a bordo em cada um partiram pela manhã da cidade de Basaleti, perto da capital georgiana, Tbilisi, para iniciar as patrulhas. Outros seis veículos saíram da cidade de Gori para patrulhar as proximidades da região separatista da Ossétia do Sul.
| Arte/Folha Online |
![]() |
Um grupo de observadores da UE entrou na zona de segurança estabelecida pela Rússia em torno da Ossétia do Sul. Depois de dez minutos de discussões com os soldados de um posto de controle russo em Kvenatkotsa (30 km ao oeste de Gori), uma patrulha de observadores foi autorizada a entrar na zona de segurança.
O tenente-coronel Vitali Manushko, comandante das tropas russas na Ossétia do Sul, havia afirmado que os observadores europeus não teriam acesso imediato à zona de segurança estabelecida por Moscou.
Um porta-voz da missão européia afirmou que outras equipes se deslocaram em Poti e Zugdidi, perto da outra região separatista georgiana, Abkházia.
A tarefa dos oficiais é vigiar o desmantelamento das posições russas até 10 de outubro e coordenar com o ministério georgiano do Interior a chegada de policiais à região para evitar um vazio de poder.
Os observadores da UE --militares, policiais ou especialistas em direitos humanos-- podem ser reconhecidos pelas boinas, braçadeiras e coletes da cor azul. Os veículos têm a sigla EUMM (European Union Monitoring Mission).
Conflito
Rússia e Geórgia vivem sob forte tensão desde agosto, quando Tbilisi, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Abkházia.
Os dois países assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.
A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos. A Rússia reconheceu a independência dos dois territórios, o que provocou críticas de líderes de vários países.
Leia mais
- Rússia nega acesso imediato a observadores da UE em zona na Geórgia
- Geórgia diz que derrubou avião espião russo não-pilotado; Moscou nega
- Rússia não quer uma nova cortina de ferro, afirma presidente
- Bombardeiros russos deixam Venezuela; Chávez busca acordo militar
- Rússia "testa com sucesso" míssil intercontinental
- Rice afirma que Rússia está destinada ao "isolamento e irrelevância"
Especial
- Leia a cobertura completa do conflito
- Leia o que já foi publicado sobre a Geórgia
- Leia o que já foi publicado sobre a Ossétia do Sul
- Leia o que já foi publicado sobre a Rússia
Livraria



avalie fechar
avalie fechar
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
avalie fechar